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Números aos molhos



Notas Prévias:
O grande problema dos números é que quando são muitos e com muitos zeros, podemos, se quisermos trabalhar a coisa de forma a apresentá-los de uma forma pink, pintá-los como se pinta a manta de preto ou apresentá-los correctamente.

O dono da última casa onde estive hospedado nos meus tempos de estudante, para além de surdo, era um grande fnório e um excelente contabilista. Contava-me ele, actualmente já não está entre nós, que tinha ssempre duas contabilidades. Uma, a real e que espelhava a realidade da empresa e a outra, no meio das folhas do livro de Razão continha sempre algumas notitas de banco, para os impectores do fisco abreciarem a visita. Mas numa das cadeiras de contabilidade que eu tive, ensinou-se que era possível, no mínimo, com os mesmos dados, fazerem-se 10 contablidades diferentes.

Todavia, habituei-me a apenas confiar em relatórios e contas apresentados por especialistas na matéria e a desconfiar de números que aspirando a serem relatórios, mais não passam de amontoados de cifrões, por impreparação específica para os trabalhar.

Não entendo a necessidade de algum sector específico de associados andar sempre a pintar a manta de preto como se o Belenenses, nas palavras de alguns "responsáveis" estar em vésperas de fechar de fechar as portas. Ex-vi a este propósito as "brilhantes" declações de José Anes, Jorge Coroado e de Fernando Sequeira, para não recuar a tempos de determinadas pugnas eleitorais.

Digamos que isto não é uma defesa corporativa dos economistas, mas a realidade da actual crise financeira despoletada por impreparação óbvia de gestores que julgavam perceber de economia e finanças. No caso concreto do Belenenses, andar-se sempre a acenar com o espantalho das contas, mesmo não percebendo das ditas, é prestar um mau serviço à Imagem do Clube e revela que algo não se coaduna correcto quando alguém ambiciona ser muito no Clube e ao mesmo tempo fomenta um estado caótico do dito, deixando os menos avisados nestas coisas de contas que aquilo não é bem asim.

Aliás, compreende-se muito mal que depois de se ter feito passar a idéia na comunicação social e em alguns espaços azuis que o Belenenses SAD estava á beira da ruína ou próximo disso, venha a AG da SAD demonstrar o contráro, resultando daqui um inaudita situação de voltar a repisar o tema, como se o Belenenses - Clube ou o Belenenses - SAD fossem apenas números.

Peço perdão a quem dele não gostava, mas que o signatário habituou-se a apreciar e respeitar como é o caso do ex-Presidente da República Jorge Sampaio quando disse que havia mais Vida para além do orçamento.

Claro que há mais Vida para além dos números e as paixões do Desporto são parcialmente o Sal dessa Vida do Belenenses.

Outra coisa que me faz tremenda confusão é a andar-se com papéis na mão para convocar determinadas AGE's e depois de aprovados os planos de pagamento à SS e o empréstimo inqualificável ao Banif, assobia-se para o lado como se não tivessem votado tais situações.

Depois, outra coisa que me faz extrema confusão é o tempo e o modo de opinar negativamente, sempre negativamente, sobre números. Porquê agora? Porquê outra vez? Porquê outra vez? Porquê o mesmo tema, como se mais nada houvesse para falar?

E raramente se opina para defender a dama que se pretende defender: o Belenenses e sabendo-se que publicações em espaços públicos podem valer notícias de jornais, a coisa fica mais grave, por eventual atentado à Imagem e ao Bom Nome do Clube.

Acresce o facto de ser de todos sabido que estatutariamente, até 30 de Abril deste ano, deviam ter sido prestadas contas e os sócios, incluíndo os que se pronunciam sobre contas, não reclamaram pelo incumprimento estatutário. Até parecia normal não se prestar contas, tal era o estado de graça então concedido aos fugitivos.

Como normal, parece que até hoje tais contas não nos tenham sido prestadas.

Para o signatário, talvez uma voz no deserto nesta matéria, isto é tudo menos normal.

Dei uma vista de olhos pela Mailing List e verifiquei, fora de escritório e de casa, que foi de novo lançado para algum sector de associados e adeptos do Belenenses um amontoado de números, os quais tentam, a meu ver, escamotear a realidade da sua correcta apresentação e dos procedimentos e bons costumes na sua realização e apresentação, assim como devidamente justificados em obediência ao POC, à análise de balanços, ao cálculo financeiro, ao factor estatístico, à determinação dos rácios de produtividade e da correlação de rúbricas do cahamado Activo com o chamado Passivo para não atentarmos ás componenetes da correção monetária ou da inflação.

Ao que parece, e confesso que quando comecei a ler tal emaranhado de números, veio-me logo à memória a tentativa de me fazerem ver que eu não saberia efectuar uma correcta análise financeira ou uma correcta apreciação da situação financeira de uma empresa. Ou seja, o Estado andou mais de 5 anos a pagar uma licenciatura inútil em Economia.

Aliás, até nem foi bem uma tentativa, mas sim dizerem-me que não é assim que se faz uma análise económico-financeira. Também não ousaram ensinar-me como é que era. Também era o que mais faltava.

Numa palavra, estaria eventualmente ultrapassado, eventualmente pela tecnologia dos "ings", a nova moda dos outsorcing, maketing, merchandising, scouting e outras modernices que no tempo das Alcoólicas & Bagaceiras a gente traduzia assim: produz, circula, vende e consome. E isto é tão verdade no sistema capitalista, como no sistema socialista já que os factores de produção são os mesmos nos dois sistemas: capital, mão-de-obra e matérias primas. Não há mais. E aqui John Maynard Keynes e Karl Marx, embora por caminhos diferentes tinham de gramar estes factores fixos, digamos axiomáticos.

Pronto, tanto ing para um elo extramente fácil da economia.

Confesso que nas não continuadas situações que a Função Pública me deixou ser economista, fi-lo a contento do patrão e fiz defender os interesses do erário píublico (os responsáveis da ex-Petrosul, actual Petrogal, - olá Eng. Casais Ribeiro, da Metasilnes, da Petroquímica, da APS ou dos superficiários das ZIL's de Sines e de Santo André que o digam), muito embora admita que hoje em dia hajam super dotados que sabem tocar diversos instrumentos, bastando para isso uns wokshops, uns seminários, umas luzes de economia dadas em certos cursos e uma correcta utilização do Excel, tal como eu, na condição de Director Regional do ex-IGAPHE fui obrigado a saber de engenharia civil porque tinha de ser, por definição, o director da obra.

Depois, num dia o emaranhado de números assume um panorama e no outro assume outro panomaram aparentemente diferente, como que exibindo a Serra da Estrela por farpas diferentes ou umas vezes vista ao nascer do Sol e outras ao Sol posto.

Quando se apresenta números de um clube de futebol e depois se diz que dá passivo e mais passivo, é giro. Porquê? Porque constitui a sua negação, ou seja, é a negação de um projecto desportivo para um Clube Desportivo fundado para o Futebol há 89 anos. Um projecto desportivo que se borrifou de um outro para ser autóctene de uma determida região de Lisboa com intuitos independentistas, como o comprova a ex-Câmara Municipal de Lisboa de meados do Século XIX.

Enfim, muda-se o tempo, mas fica a música, quase remetendo para o outro falecido, o António Mourão (Ó tempo volta pata trás).

O clube, esse, de futebol morre nas paixões para se afundar nos números.

E há um conceito dos números que é conceito das marés. Exacto. Os números ora são maré baixa, ora são maré cheia e quem disso se afaste, não sabe de números.

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