O desgoverno de meia dúzia de meses
Com a devida vénioa do jornal Público e do blogue Grande Loja do Quiejo Limiano e para que todos, mas todos, saibam quem eram os fugitivos, ou parte deles, as suas origens e trapalhadas anteriores, valerá a pena recordar o que o referido blogue investigou sobre a matéria.De fora não fica o Atrium Saldanha, antes pelo contrário.
Aliás, a presença de Armando Martins no Restelo sempre foi, para mim, a presença do Atrium Saldanha, o equivalia um permanente desassossego se eles iriam ou não lotear os terrenos do Restelo, porque conforme fomos ouvindo da boca de Sequeira, projectos não faltriam, os quais passavem pela remodelação de algumas das instalações desportivas e supressão de outras.
Consta que as reuniões na Câmara de Lisboa podem não terem corrido de feição ás pretensões dos então dirigentes do Restelo.
Recordemos factos passados que envolvem 2 dos 4 fugitivos do Belenenses e aí passamos a ter uma vaga idéia do que pode ter acontecido ao dinheiro do empréstimo, bem como os compromissos dos protagonistas com o Banif e o BPN.
E recordo isto para memória futura de notícias da época e estamos a falar de algo publicado 25 de Feveiro de 2004 de factos ocorridos desde o ano 2000.
Em evidência fica a clara ligação de Fernando Sequeira, então gestor público, com o então administrador do Atrium Saldanha, Armando Martins, ambos dois dos 4 fugitivos da ex-direcção eleita do Belenenses que se excusou numa alegada barafunda no jogo com o Paços de Ferreira, quando é certo que já antes dessa data eles tinham começado a despejar os gabinetes do Restelo.
O formato do empréstimo de 75 M é em tudo semelhante a nebulosidade da forma como se solicitou um empréstimo não especificado aos sócios e quais os exactos fins de tal empréstimo, bem como não ter dado explicações prévias ao Conselho Fiscal, o qual, face à votação da AG e ao facto de ter sido desautorizado pelos promotores do empréstimo, decidiu demitir-se, metendo-se lá gente a jeito, ou seja, que não chateasse.
Protagonistas...
António de Sousa,presidente da Caixa Geral de Depósitos.
Fernando Sequeira, administrador, ligado, segundo o Público, ao grande, grande Pina Moura que neste caso é responsável pelas nomeações destes gestores geniais.
Oliveira Cruz, administrador.
Gracinda Raposo, directora de operações.
Sales Caldeira, idem.
Beneficiário: Armando Martins e Marc Rich, um americano "amigo".
Esta história contada no Público, a um copista, só sugere a imagem do pântano guterreano.
O melhor é ler e deve notar-se que a reportagem publica, certamente, o que pode ser publicado...
Aqui fica uma pequena passagem...
"A Caixa Geral de Depósitos (CGD) emprestou 75 milhões de euros ao promotor imobiliário Armando Martins, sem que o financiamento tivesse sido submetido previamente à decisão do Conselho de Administração (CA) ou sequer ao Conselho de Crédito (CC) como mandam as regras internas da instituição, revelam documentos a que o PÚBLICO teve acesso. Esta terá sido uma entre várias operações de crédito realizadas pelo banco público entre 2000 e Janeiro de 2002 que não constam das actas do CA nem dos registos do CC, situação que terá levado à saída de dois administradores da instituição, Almerindo Marques e Tomás Correia, em 2002 e 2003, respectivamente.

Os 75 milhões de euros faziam parte de um crédito de 125 milhões de euros - assegurado por um consórcio bancário constituído pela própria CGD, que liderou a operação, Montepio Geral, Caixa Açoreana, Banif e BPN - destinado a financiar a aquisição da Imosal, sociedade que tinha como único activo o edifício Atrium Saldanha em Lisboa, por Armando Martins ao financeiro de origem norte-americana Marc Rich, célebre pelas suas relações com o ex-presidente dos Estados Unidos da América Bill Clinton. "
Este assunto, provavelmente, deveria merecer investigação criminal. Provavelmente, não vai merecer.
E a razão é muito prosaica, segundo o copista:
Não temos em Portugal, capacidade adequada de investigação, na PGR.
A PJ nem sequer cheira o assunto como deve ser. Por motivos que serão igualmente prosaicos. Basta ler as declarações do seu director, Adelino Salvado, ao Correio da Manhã de domingo, para perceber o que é óbvio para muita gente...
"Onde ainda não conseguimos ter bastante rapidez é em tudo o que envolva perícias informáticas e de análise contabilística. Isso nota-se na criminalidade económica e financeira e na corrupção. Precisamos de mais especialistas, mais investigadores e mais pessoal de apoio."
Pois precisam. Claro que precisam. E ainda precisam mais de vontade... de incomodar quem tem de ser incomodado.
O país é de todos; não tem de ser uma oligarquia de bloco central.
Aquele pequeno grupo desse bloco central que nos governa, à vez, e nos tem incomodado, a nós que votamos neles, é que são a fonte do incómodo geral.
Se não houvesse imprensa e, vá lá, uma certa rotatividade nos cargos,ainda era pior.
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12:00 a.m.


































