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Belenenses, o novo Barreirense





Os dados históricos ocorridos noutros clubes com alguma dimensão e com algum apoio popular e que num repente deixaram de aparecer no mapa desportivo nacional deviam, a meu ver, fazer reflectir os mais optimistas e os mais audazes quando dão asas a uma fértil imaginação, sem, no entanto, cuidarem de analisarem as anomalias estruturais que deram origem ao descalabro de outros emblemas, igualmente históricos, alguns deles mais velhos que o Belenenses.

Quando eu era miúdo e ía com o meu pai ver jogos do Belenenses nas redondezas de Vendas Novas, sucedia irmos algumas vezes ao Barreiro ver os jogos nos Campo do Lavradio ou no Estádio Alfredo da Silva contra a antiga CUF e contra o Barreirense no extinto Campo D,. Manuel de Melo, clubes estes que tiveram 46 e 48 presenças no campeonato nacional da 1ª Divisão respectivamente.

Clubes históricos, tendo o Barreirense mais apoio popular e a CUF ser um clube imposto por Alfredo da Silva, fundador da CUF que depois mudou de mãos para os Mellos, através do caso da Herança Sommer.

Nas nosas deslocações ao Barreiro ou ao Lavradio, sucedia em muitas ocasiões, ouvirmos os associados do Barreirense queixarem-se das respectivas direcções que iam progredindo no sentido do ecletismo e deixando o futebol ao Deus dará.

Daí que o Barreirense tenha passado por períodos alternados na 2ª Divisão e ser conhecido pelo "sobe e desce".

Olhemos para o caso da história recente do Belenenses, o qual desportivamente, desde 1983, já desceu por 4 vezes, estando a tirar o bilhete para descer a 5ª vez, desta feita cumprindo a média impressionante de em cada 3 anos ter um de 2ª Divisão.

Os factos ocorridos no Barreiro são em tudo semelhantes ao que está a sucefer connosco e não queremos ver.

Continuamos a pensar que somos grandes e, por tal facto, continuamso a pensar que podemos prescindir de ajuda de outros emblemas, não vá alterar-se uma coisa quase inexistente no actual Berlenenses: a mística do outrora.

As modalidades estão a dar conta do Clube, o qual vive quase exclusivamente para elas, deixando a SAD ao abandono puro e simples. E quem diz a SAD, diz o estádio, quase ás moscas se não forem uns bilhetinhos grátis de quando em vez. Já vai sendo mais vezes o "quando" que a "vez".

Desde a progressão do profissionalismo nas amadoras, que deixaram de o ser, nunca mais o Belenenses teve um fio condutor seguro da Direcção ao Departmento de Futebol/SAD. Exactamente como no Barreirense.

Então, passámos a fazer umas visitas regulares à 2ª Divisão e até há quem se orgulhe de termos sido campeões numa ocasião na 2ª Divisão.

Orgulho bacoco e ofensivo para os nossos fundadores.

Outros exemplos existem pelo mapa desportivo de outrora que nos deviam trazer cautelas e caldos galinha em matéria de futebol, mas não, persistimos em asneirar.

Tanto assim é que alguns ex-dirigentes reconheceram terem estado em fase de asneira.

Hoje em dia, o Barreirense que foi fundado em 1888, tendo sido acolhido no campo do Rossio e depois no inexistente Campo D. Manuel de Melo, vive em profundas dificuldades, e após penhora dos terrenos deste último estádio, existe agora um outro em construção com dinheiros públicos.

No nosso caso, os bons exemplos de bons dirigentes deixaram de existir e passou a haver a anarquia e rebaldaria completa e absoluta em que determinado associado é responsável por uma importante parcela da despesa sem, no entanto, gerar receitas e adeptos pra o Clube, antes dele pretendendo que acautele um saldo negativo no desempenho da respectiva actividade.


Faz dó e pena não sermos capazes de copiar os bons exemplos dos clubes realmente de futebol, esses sim a competierm connnosco para não edscerem de divisão. OLhem só se esses clubes tivessem as modalidades que a gente tem, talvez já tivessem sido extintos, mas assim ainda são melhores que nós.

E também somos incapazes de copiar os exemplos dos clubes da 2ª Circular que se vão aligeirando das modalidades e vocacionarem para o futebol quase todos os recursos que são, dia a dia, cada vez mais escassos.
Daí a sermos outro Barreirense e outro sobe e desce vai uma tão curta distância que impressiona ninguém se dar conta disso.

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