A determinação de Jorge Coroado
No nosso Belenenses é só moengas e mais moengas. Nos outros que vou acompanhando é só futebol de primeira água.Eu sou alentejano, pois sou, mas aquela malta é que vai dormindo à sombra dos meus chaparros e, pior que isso, praticam actos de autênticos merceeiros, sendo que a moda nova é dar de frosques na doce tradição do Sequeira, do Freitas, do José Anes e do agora do gestor-mor.
Enfim...Lá evnho eu de mais uma vitória do Manchester que o coloca á beira do tricampeonato, da vitória da Lazio na Taça de Itália, da vitória com goleada do Barcelona na Taça do Rei e eu com pé e meio na II Liga interrogando-me em grau caímos. Lindo.
Jorge Coroado deu uma lição de responsabilidade pelo cargo que teve de vir a exercer não deixando cair o Clube no abismo, mais do que deixaram que ele já tivesse caído.
De facto, tendo sido convidado pelo Cabral Ferreira para Vice-Presidente da Assembleia-Geral certamente que não lhe passaram pela cabeça todo um conjunto de fenómenos estranhos que ele teve de assumir por força das circunstâncias. Sempre más e até péssimas circunstâncias de profunda irreponsabilidade de outros que não tiveram suficiente coluna vertebral para o acompnhar nestes anos difíceis que o Belenenses viveu em matéria de organização, ou falta dela, dos seus órgãos sociais.
Certamente que aquando do convite, terá pensado que aquilo se fazia com uma perna ás costas, dado que era uma AG ordinária e uma ou outra extraordinária ao ano, não mais que 3 noites menos bem dormidas.
Porém, Cabral Ferreira veio a falecer e o Presidente da Assembleia-Geral, não sei se por sua própria iniciativa, se por sugestão do conselho de anciãos, lá ía viabilizando soluções puramente anárquicas do ponto de vista da organização dos órgãos sociais, promovendo eleições parcelares à peça.
Caía a Direcção, eleição para a direcção.
Caía o Conselho Fiscal, eleição para o dito.
Aliás, José Manuel Anes cometeu um sem número de erros de avaliação a cada nova situação que são impróprios para um homem como ele, com toda aquela experiência de Vida, com todo o seu curriculum profissional, tendo dado a impressão, a dado momemto, de uma estranha aliança com o conselho de anciãos.
Até que mais não aguentou e sob a eterna capa de doença súbita, que se aceita, lá veio a renunciar ao cargo. Quando a gente o vê na televisão, por efeitos de inúmeras solicitações a nível social ou nível da polícia, não vejo um Dr. José Anes suficientemente incapaz para aguentar uma AG.
De resto, a impressão com que fico, desde o falecimento de Cabral Ferreira, é que sobraram as ovelhas, as quais, cada uma à sua maneira, lá se ía tresmalhando até encontrarem um mínimo divisor comum, e que foi consusbtanciado em Jorge Coroado.
Sobraram o Vice-Presidente e os vogais na AG para dar sequência à Vida Social do Clube.
E neste particular, Coroado só cometeu dois erros, a saber:
1 um que consistiu em ter aceite, in limine, protagonizar nova candiadatura numa lista contra os interesses do Belenenses e a prova está à vista de todos e
2. outro que consistiu em ter feito uma interpretação errada dos estatutos e ter dado posse a Comissão de Gestão, apesar de ter sido alertado antes da posse para o erro em que estava a cair.
Nem perante um sem número de dificuldades, se vislumbrou momentos de "deixa para lá" do Coroado, antes assumindo uma postutra responsável de levar a termo uma missão que, acredito, terá sido no fim bem espinhosa quando o obrigaram, a ficar amarrado a uma candidatura a seu contra-gosto, apenas para de forma decisiva viabilizar o acto eleitoral e acabar com a chantagem da providência cautelar contra o Belenenses interposta por um associado, cujos refelxos no desempenho da equipa de futebol estão por avaliar.
Fazendo as contas do deve e haver, direi que Coroado teve uma comportamento exemplar na forma como ía dirigindo os trabalhos da Assembleia-Geral. E ao colocar os superiores interesses do Clube, não teve dificuldades em se desligar de uma candidatura para defesa do seu clube, maribando-se em estar presente na reunião da "conciliação" entre candidaturas.
É certo que teve o senão de ter designado como eleita a Comissão de Gestão, causa próxima da descida do Belenenses, sendo a causa remota a eleição do candidato do Ramos Lopes e Sequeira Nunes.
Mas, globalmente, Jorge Coroado revelou um elevado sentido de estado na defesa do Clube de Futebol "Os Belenenses", facto que se regista e faz dele um potencial candidato a presidente do Clube, sem qualquer problema.


12:00 a.m.


































