Só passa quem quiser, não tem nada que saber
Com os ecos das eleições ainda a ressoarem, hoje é dia de “voltar à terra”, é dia de não ter dúvidas sobre quem deve e tem de ganhar.
Recebemos uma Académica que não perde há 7 jogos, tendo alcançado nas últimas 3 deslocações 2 das suas 3 vitórias conseguidas fora de portas. Mais, é uma Académica aflita, apenas 2 pontos acima da linha de água e que não tem um calendário fácil até ao final do campeonato. Razões para preocupação? Sim, mas… a preocupação é para os “estudantes”! Nelo Vingada, homem que já foi da nossa casa (tal como Carlos Queirós, ambos antes dos seus feitos nas selecções jovens), já vai sendo um dos velhos “sabujos” do nosso futebol, bem faz Carvalhal se tiver preparado o embate como diz ter feito, com cuidados extra.
O nosso Belenenses (e de Carvalhal), deslocações à parte, tem tido uma prestação bem razoável no Restelo. As 4 derrotas sofridas não são uma marca especial, mas o facto de ainda não termos cedido nenhum empate (isto é, contamos 9 vitórias) faz com que estejamos no segundo grupo de equipas que menos pontos cedeu em casa (a par do Sporting e Rio Ave, atrás do Benfica) e no segundo grupo de equipas com mais vitórias caseiras (a par do Sporting, atrás do Benfica). Aliás, data da época de 2000/01 a última vez em que obtivemos 9 vitórias em casa, marca que poderá ser ultrapassada hoje. Nesse aspecto, melhor só recuando à ainda mais longínqua época de 1989/00, com 15 vitórias, 2 empates e 0 derrotas (ai, ai). Curiosamente ficámos então em 6º lugar.
Serve isto para justificar as cautelas e preocupações alheias quando visitam o Restelo. Tanto mais que uma das derrotas foi com Xistra e outra (com o Gil) não foi propriamente normal.
Não justifica, é claro, a época frouxa que temos tido, sobretudo pelas fracas prestações fora de casa. Ainda estamos a tempo de corrigir, mas para já interessa ganhar este próximo jogo. Do que vier a seguir tratamos depois.
A jornada não está a ser favorável, com Guimarães, Rio Ave e Marítimo a terem vencido, sendo que os dois primeiros tinham jogos teoricamente difíceis. Por outro lado e atrás de nós Setúbal, Nacional e Leiria marcaram passo. Bem sei, devemos olhar para cima e não para baixo, mas… (o Setúbal, caso tivesse vencido, poderia ter-nos ultrapassado, ainda que provisoriamente).
Enfim, podia ter sido melhor, mas se ganharmos à Académica mantemos as nossas aspirações intactas (a 7 pontos do 5º, 3 pontos do 6º e 1 ponto do 7º).
Não é que eu seja dos mais optimistas em relação a uma eventual ida à UEFA, mas por outro lado sou dos que acham que a equipa deve sempre lutar por mais até ao fim.
Quanto a Carvalhal, tem assumido o discurso normal nestas situações. Pelo menos para o exterior. E para o interior, para o balneário? Considerando todas as vicissitudes (incluindo a pré-época ainda algo improvisada e a necessidade de reforços de Inverno) e a forma como temos jogado ao longo da época e, diria mais, ao longo das últimas épocas (senão décadas) o Belenenses não costuma lidar bem com pressões, ainda que seja a pressão de ganhar, que deveria agradar a qualquer equipa que se preze, como equipa vencedora.
No entanto e admitindo que a pressão pode ser contraproducente, tem de permanecer a vontade. A vontade de ganhar jogos, começando pelo próximo. UEFA ou não, hoje temos de ganhar, Na próxima jornada também, e na outra a seguir, etc., mas nisso pensaremos com os 3 pontos hoje disputados no bornal. Eu diria que a cada jogo é necessária a concentração máxima na vitória.
No fim, logo veremos se fomos capazes ou não. Para já, temos de mostrar vontade, acreditando que sabemos mais que os outros. Ao contrário da 1ª volta, em que intitulei o artigo de antevisão ao Académica-Belenenses como “Só passa quem souber”, agora digo “Só passa quem quiser, não tem nada que saber”!
Já agora aqui deixo o link para esse outro artigo, já que inclui algo mais sobre o historial das equipas e do seu relacionamento. Como já referi, não vale a pena repetir muito do trabalho da 1ª volta…
Quanto à Briosa, é um emblema com o qual simpatizo em boa medida, mas tal como o Belenenses, precisam mais do que “simpatias”. Desejo-lhes boa sorte para o resto, mas hoje não podem passar!
Também tem gerado algum “sururu” uma certa satisfação devida à vitória do Rio Ave sobre certo clube. Pois, para o Belenenses foi mau, pois poderíamos já ultrapassar o Rio Ave nesta jornada. E ponto final… parágrafo… porque com tudo o que lemos e ouvimos da Comunicação Social, é quase irresistível não esboçar um certo sorriso. Senão reparem, o telejornal de uma certa estação de TV (seria a “nossa” caso a lista A tivesse ganho?) abriu ontem com o presidente desse outro clube a “reconfortar o país” (digo eu), que a “caminhada para o título” (dizem eles) não estava comprometida. Mais, disse que o seu clube era a “maior instituição de Portugal”. Irra! Só é pena que quando eles perdem outros ganham que não o Belenenses (para mais o Rio Ave).
Quanto às declarações de certo jogador, foram tão patéticas quanto acertadas e dignas as declarações do treinador do Rio Ave. Isso sim, e agora de novo para o nosso Belenenses, um exemplo a seguir. É porque já houve quem no nosso clube pensasse que as vitórias frente aos “grandes” valiam mais que três pontos.
Mas vamos lá a ganhar hoje, isso é que interessa!
Recebemos uma Académica que não perde há 7 jogos, tendo alcançado nas últimas 3 deslocações 2 das suas 3 vitórias conseguidas fora de portas. Mais, é uma Académica aflita, apenas 2 pontos acima da linha de água e que não tem um calendário fácil até ao final do campeonato. Razões para preocupação? Sim, mas… a preocupação é para os “estudantes”! Nelo Vingada, homem que já foi da nossa casa (tal como Carlos Queirós, ambos antes dos seus feitos nas selecções jovens), já vai sendo um dos velhos “sabujos” do nosso futebol, bem faz Carvalhal se tiver preparado o embate como diz ter feito, com cuidados extra.
O nosso Belenenses (e de Carvalhal), deslocações à parte, tem tido uma prestação bem razoável no Restelo. As 4 derrotas sofridas não são uma marca especial, mas o facto de ainda não termos cedido nenhum empate (isto é, contamos 9 vitórias) faz com que estejamos no segundo grupo de equipas que menos pontos cedeu em casa (a par do Sporting e Rio Ave, atrás do Benfica) e no segundo grupo de equipas com mais vitórias caseiras (a par do Sporting, atrás do Benfica). Aliás, data da época de 2000/01 a última vez em que obtivemos 9 vitórias em casa, marca que poderá ser ultrapassada hoje. Nesse aspecto, melhor só recuando à ainda mais longínqua época de 1989/00, com 15 vitórias, 2 empates e 0 derrotas (ai, ai). Curiosamente ficámos então em 6º lugar.
Serve isto para justificar as cautelas e preocupações alheias quando visitam o Restelo. Tanto mais que uma das derrotas foi com Xistra e outra (com o Gil) não foi propriamente normal.
Não justifica, é claro, a época frouxa que temos tido, sobretudo pelas fracas prestações fora de casa. Ainda estamos a tempo de corrigir, mas para já interessa ganhar este próximo jogo. Do que vier a seguir tratamos depois.
A jornada não está a ser favorável, com Guimarães, Rio Ave e Marítimo a terem vencido, sendo que os dois primeiros tinham jogos teoricamente difíceis. Por outro lado e atrás de nós Setúbal, Nacional e Leiria marcaram passo. Bem sei, devemos olhar para cima e não para baixo, mas… (o Setúbal, caso tivesse vencido, poderia ter-nos ultrapassado, ainda que provisoriamente).
Enfim, podia ter sido melhor, mas se ganharmos à Académica mantemos as nossas aspirações intactas (a 7 pontos do 5º, 3 pontos do 6º e 1 ponto do 7º).
Não é que eu seja dos mais optimistas em relação a uma eventual ida à UEFA, mas por outro lado sou dos que acham que a equipa deve sempre lutar por mais até ao fim.
Quanto a Carvalhal, tem assumido o discurso normal nestas situações. Pelo menos para o exterior. E para o interior, para o balneário? Considerando todas as vicissitudes (incluindo a pré-época ainda algo improvisada e a necessidade de reforços de Inverno) e a forma como temos jogado ao longo da época e, diria mais, ao longo das últimas épocas (senão décadas) o Belenenses não costuma lidar bem com pressões, ainda que seja a pressão de ganhar, que deveria agradar a qualquer equipa que se preze, como equipa vencedora.
No entanto e admitindo que a pressão pode ser contraproducente, tem de permanecer a vontade. A vontade de ganhar jogos, começando pelo próximo. UEFA ou não, hoje temos de ganhar, Na próxima jornada também, e na outra a seguir, etc., mas nisso pensaremos com os 3 pontos hoje disputados no bornal. Eu diria que a cada jogo é necessária a concentração máxima na vitória.
No fim, logo veremos se fomos capazes ou não. Para já, temos de mostrar vontade, acreditando que sabemos mais que os outros. Ao contrário da 1ª volta, em que intitulei o artigo de antevisão ao Académica-Belenenses como “Só passa quem souber”, agora digo “Só passa quem quiser, não tem nada que saber”!
Já agora aqui deixo o link para esse outro artigo, já que inclui algo mais sobre o historial das equipas e do seu relacionamento. Como já referi, não vale a pena repetir muito do trabalho da 1ª volta…
Quanto à Briosa, é um emblema com o qual simpatizo em boa medida, mas tal como o Belenenses, precisam mais do que “simpatias”. Desejo-lhes boa sorte para o resto, mas hoje não podem passar!
Também tem gerado algum “sururu” uma certa satisfação devida à vitória do Rio Ave sobre certo clube. Pois, para o Belenenses foi mau, pois poderíamos já ultrapassar o Rio Ave nesta jornada. E ponto final… parágrafo… porque com tudo o que lemos e ouvimos da Comunicação Social, é quase irresistível não esboçar um certo sorriso. Senão reparem, o telejornal de uma certa estação de TV (seria a “nossa” caso a lista A tivesse ganho?) abriu ontem com o presidente desse outro clube a “reconfortar o país” (digo eu), que a “caminhada para o título” (dizem eles) não estava comprometida. Mais, disse que o seu clube era a “maior instituição de Portugal”. Irra! Só é pena que quando eles perdem outros ganham que não o Belenenses (para mais o Rio Ave).
Quanto às declarações de certo jogador, foram tão patéticas quanto acertadas e dignas as declarações do treinador do Rio Ave. Isso sim, e agora de novo para o nosso Belenenses, um exemplo a seguir. É porque já houve quem no nosso clube pensasse que as vitórias frente aos “grandes” valiam mais que três pontos.
Mas vamos lá a ganhar hoje, isso é que interessa!


11:50 a.m.


































