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Memórias da Suíça - Montreux, Lausana, Vevey, Chillon



Montreux é uma cidade espectacularmente bela e é, certamente, um dos bilhtes postais da Suíça, um dos muitos bilhetes postais que a Suíça contém, já que os seus habitantes sabem tirar o melhor proveito, aqui diz-se partido, da beleza natural do pequeno território que ocupam.

Tomara que qualquer país seja saudavelmente belo em tão poucos kms como a Suíça o é.
Montreux surge-nos aqui como o inverso da região Alpina, localizada no cantão de Vaud onde o francês é rei e senhor, explorando a abertura de gente latina, explorando o sangue a fervilhar da multiplicidade de civilizações e culturas que por lá vemos.

Assim como a multiplicidade de espectáculos internacionais relaizados ao ano.
Certamente que para os desportistas está bem fresco os torneios internacionais de hóquei em patins, onde Portugal venceu várias vezes num pavilhão que até nem é muito grande.

Aliás, em Montreux ou à sua volta residem muitos nomes sonantes da música, automobilismo, banca e por aí fora.

Freddie Mercury foi um dos seus ilustres habitantes nomeadamente na fase final da sua vida, após ter sido atingido pela SIDA. A estátua que lá está é bem demonostrativa disso, assim como a célebre frase que ele parece ter dito logo que soube que tinha tal doença: "The show must go on".
Montreux tira partido de ocupar a zona central do Lago Léman em frente ás famosas termas de Evians-les-Bains (França) cidades e países estas ligados por carreiras fluviais regulares.
Fiquei instaldo em Villeneuve, grosso modo na ponta leste do Lago Léman a cerca de 4/5kms de Montreux, o que nos permitia ir lá todos os dias até o Luís regressar do trabalho em Lausana.

Iamos a pé ou de autocarro e se pensam que os suíços são muito frios, pois bem tirem isso da cabeça, porque no 1º dia de utilização do transporte público houve quem percebesse que não sabíamos que moeda utilizar na máquina e o certo é que apareceu um suíço sem que nós tenhamos solicitado que nos disse a quantia e ensinou manusear a máquina.

Já agora, outra curiosidade: estávamos ainda numa bela manhã admirar a beleza do Léman, quando resolvemos palmilhar a distância para Montreux, até que um suíço veio ter connosco e me entregou a carteira que me esqueci lá no banco à beira lago. Continha mais de 600 francos suíços e estavam lá todos, asssim como a esposa do Luís Gomes perdeu a sua máquina digital e quando regressámos do combóio vindos da montanha, a máquina lá estava num banco da estação.
Parece Portugal, não é?

Perto de Montreux temos Vevey a cidade sede da Nestlé e a alguns kms ficamos com Nyon à vista, que se pode ver também ao largo do Léman, mas mais perto de Genebra.
Não muito longe, talvez uns 7 a 10 kms, ficamos com Lausana à vista com os seus tradicionais Hospitais Centrais e o Estádio Olímpico.

Mas a jóia da coroa e altaneiro de todo o Lago Léman é, sem dúvida, o histórico Castelo de Chillon, autêntica pérola histórica nas margens do lago.

Construído no Século XII, habitação dos Condes de Savoy, foi fonte de inspiração de Lorde Byron na obra "O Prisioneiro de Chillon".

Não findando aqui as minha memórias de uma Suíça linda de perder de vista, a única coisa que posso aconselhar é isto:
Tantos são os portugueses que felizmente voam deste país para outras paragens, pois bem, uma viagem à Suíça com carro alugado seria a melhor prenda qe qualquer um podia dar a si próprio.

Disso fiquei mais que testemunha e só é pena vivermos num país triste, num país de fado, num país onde o máximo e quase único divisor comum é a Selecção nacional e é o orgulho nesta malta que o Scolari mantém unida, mais que qualquer outro seleccionador o fez.

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