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Uma Selecção que alivia uma crise clubista e nacional



Confesso-vos que reflecti um pouco antes de escrever, ou não, as linhas que se seguem, uma vez que o tema Selecção Nacional para os fundamentalistas do Restelo é algo que parece que tem picos a fazer fé nalguns comentários aqui recebidos e que logicamente não publicarei, assim como referências ou entrocamento da actividade desportiva coma actividade política.

Mas o que é facto é que aquelas 2 horas de duração do jogo de Portugal com a República Checa veio atenuar ou criar uma almofada de algo que já não via neste País desde o ano de 1975.

E só hoje me aprecebi da verdadeira dimensão da crise em que o país está mergulhado, desde uma crise social, uma crise económica, uma crise de financeira e, finalmente, uma crise de autoridade do Estado.
As bichas nos hipermercados e nas bombas de gasolina deixaram-me boquiaberto.

Foi pois neste quadro de crise geral institucionalizada que este governo provou nada saber resolver se não for algo que se faça por decreto ou portaria que sentimos, todos nós, um escape de alívio para os dias de maior crise que se abeira de nós.

Isto é, a "bernarda" está, ainda, por rebentar quando a crise financeira se agravar mais do já está e, por inerência, a crise social se instalar.

No meio disto tudo, é benéfico para todos nós termos uma Selecção que nos vá dando algumas vitórias e alegrias para compensar as sucessivas derrotas que noutros campos os portugueses e nós, belenenses também, vamos tendo.

Nós belenenses, temos tido na área do futebol, com execepção do futsal, problemas imediatos de difícil compreensão, como seja o inexplicável não licenciamento da SAD do Belenenses por alegadas dívidas momentãneas reportadas, qao que se diz, a 31 de Dezembro ao Fisco.

Mesmo com um PEC assinado.

Depois, é igualmente inexplicável que se articule uma coisa noutra e se faça cair o protesto no TAS de Lausana, quando é certo que a desculpa invocada é de bradar aos céus.

Os custos da manutenção do processo no TAS. Francamente!

Portanto, quando vemos a equipa nacional fazer de conta suprimento a um declínio de valores e de princípios, então aí terei de dar razão à minha filha quando a questiono se ela abandonou a causa azul, ao que me responde se não foi o Clube que a abandonou a ela, ou o que é que ela deve ao Clube para a ele se manter fiel, já que não se faz sentir junto dos associados, quer pela omissão de vitórias sonantes, quer pelo facto dos responsáveis restelianos se sentarem nas poltronas do Restelo à espera que o Bingo resolva tudo.

Daí não se atravessar na formação azul em relação ás suas filhas, minhas netas, excepto se alguma delas tiver a tentação de vir a simpatizar por um clube do norte, em especial o Porto e o Boavista.

Mas como esta nova vida que levo na Segurança Social é algo mais cansativa e exigente que a vida que antes tinha, só hoje ao almoço em conversa com alguns habituais comensais de bancos e escritórios, aliado ás imagens que vi esta noite no noticiário, depressa chego à conclusão que vivemos outro PREC, onde tudo é desculpa para acções e actos de vandalismo gratuito com a interrupção da liberdade individual de boa parte dos portugueses em nome de alguns.

Foi assim em 1975 em que fiquei chateado, em que fui revistado nas estradas pelos piquetes de braçadeira vermelha e com aliados no COPCON, ao qual solicitei, em nome do Estado, ajuda para me libertar casas ocupadas ilegalmente, tendo tido como troco mais ocupações selváticas de outras casas alegadamente vazias.

Agora, vejo as estradas ocupadas selvaticamente, camions destruídos, pessoas feridas ou mortas. A diferença para 1975 é que os piquetes que vi apenas não tinham as braçadeiras vermelhas. No mais o resto era igual. E também é igual a preocupação das pessoas em abastecerem-se mais que o normal de produtos alimentares não vá o diabo tecê-las.

Abençoada Selecção Nacional que nos deu 2 horas de intervalo neste clima de crise sócio-económico-financeira.

Pena ficarmos sem o Scolari, porque suponho ou arranjam outro sargentão para terem aquela malta na ordem, ou voltamos ao tempo doa antigamente com Saltillos pelo caminho.

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