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As dificuldades do voleibol feminino



Chegou-me aos ouvidos e li no blogue Futuro Belebenses que a Direcção do Belenenses manifestou uma muito ligeira disponibilidade para que a modalidade continue.

Tão ligeira que segundo me disseram fica em questão a continuidade da modalidade, tal e qual como existiu até aos dias de hoje.

Consta que o subsídio anual não ultrapassa a dezena de milhar de euros, coisa que é considerado exíguo para continuidade da modalidade.

Eu sabia que no dia em que a auditoria económico-financeira foi decretada no Restelo que a coisa iria minguar por todos os lados.

Desconheço em absoluto o valor gasto pela modalidade para se sagrar campeã nacional da Série A2.

Desconheço os patrocínios, se é que existem.

Mas a haver um critério para a manutenção ou exclusão de modalidades e para mim parece-me óbvio que há muitas para extinguir, é mau começo começar o processo por uma modalidade que nos deu um título nacional.

Não conheço o orçamento anual da modalidade, pelo que a tomada de uma decisão pela Direcção terá de ter como condição os objectivos desportivos que se pretendem atingir nessa ou noutra modalidade.
Sou adepto, não o nego, da existência de modalidades em regíme de amadorismo.

Não sou adepto do actual estado de ecletismo do Belenenses, o quel considero um perfeito desmaselo quer na ordem financeira, quer na logística de distribuição de horas de pavilhão para treinos e jogos.

Consta que o Voleibol Feminino quase reune a condição de perfeito amadorismo.

Veremos se se encontra o chamado caminho crítico num sempre difícil processo negocial, onde a modalidade, seja ela qual for, sairá sempre prejudicada face a uma auditoria.

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