O abandono das ex-colónias
Fiz um desafio a um nosso adepto que me tem contado coisas interessantes de como é ser-se belenense em Moçambique.Ao que tudo indica, o Clube só lá vai se for para ir buscar algum jogador já feito ou referenciado, quando é certo que se lá tivéssemos um Núcleo a funcionar talvez aligeirássemos os trabalhos à SAD na propecção de jogadores africanos e o Mundial de 2010 é na África do Sul.
Fernando Sequeira nas tais 7 medidas anunciou que daria atenção ás filiais.
Pois bem, esta ainda não existe, mas poderíamos de lá retirar vantagens se financiassemos a sua abertura como outros de Lisboa já o fizeram.
A abertura de um núcleo ou seja lá o que for em Moçambique, Maputo, até tem um peso justificativo muito grande, dada as conhecidas carências económico-financeiras desse novo país de línga poruguesa, ajudado que tem vindo a ser pela comunidade internacional, sendo certo que houve altura, por efeitos de algum abandono de Portugal, encarou a hipótese de aderir à Commonwealth.
Antigamente, ainda éramos convidados pelos países africanos, então colónias, para lá efectuarmos torneios em Luanda e na antiga Lourenço Marques, hoje Maputo.
Era vulgar irmos quase todos os anos, ou no final da época ou na pré-época, em torneios em Luanda, em Lourenço Marques e, salvo erro, em Benguela ou no Lobito.
Parece que passamos a vida adormecidos a olhar para o outro extremo do Oceano Atlântico, quando na mesma latitude podemos encontrar dentro dos trópicos, jogadores que podem perfeitamente ser outros Chiquinhos, outros Vicentes, outros Saavedras, ou outros Rolandos. Matateu é difícil encontrar e a haver, não seremos nós a ficar com ele.
Não entendo como é que descuramos este mercado ou este filão africano, quando é certo que a título de exemplos, é um facto que existem treinadores portugueses nas terras de África, mas de certeza que o Belenense não estará na linha de prioridade deles na indicação de jogadores.
Tivemos muito recentemente o caso do Balantas da Guiné que é suposto ser nossa filial e celebrou protocolo de acordo com os lampiões.
Pois é, isso era antigamente quando éramos colonizadores e lá íamos mais nessa condição do que na condição de parceiro.
Enfim, deixo-vos com a missiva de um adepto familiramente chegado aos Matateu e Vicente.

Sr. Luis
Agradeco o seu desafio de falar sobre o que é ser Belenense por estas paragens.
Na verdade por aqui existem muitos.
O problema e que não estamos organizados, porque daí desse lado não fazem nem procuram fazer nada para que aqui exista um núcleo do nosso Belém.Remetem-se apenas ao Restelo.
Por cá existem núcleos dos três estarolas com casas abertas.Recebem apoio das direcções.
O Belém esteve cá na altura da transferência do Chiquinho Conde.
Como eu sou amigo de infância do Jorge Martins, levei-os quase todos à minha casa.No Hotel Polana toda a gente queria autógrafos deles, cachecóis, bandeiras, camisolas, enfim qualquer coisa.
Desde essa altura nada mais apareceu para manter a simpatia.
Vicente e Matateu ainda eram e o Vicente continua a ser famíilia da minha esposa.
Matateu, como bem sabe, já faleceu.
Custaria muito a Direcção tentar abrir aqui a casa do Belenenses aqui?Era só boa vontade.
Terímos aqui muitas possibilidades de expandir o nosso clube com a vantagem de serem descobertos outros Matateus,Vicentes,Chiquinhos etc...Mas parece que se metem num casulo e nao olham para a frente.Enfim a esta nossa realidade triste.
Um Abraco
Jorge Ferreira.
Etiquetas: Clube, História, SAD


12:00 a.m.


































