O aloirar da pílula
Eis uma análise curiosa ás péssimas actuações da equipa de futebol, mais cheirando a alguma encomenda feita de dentro do Clube a alguém para aloirar a pílula. Fica-se a saber que tudo isto é obra dos factores conjugados da saída do JJ+saídas de 4 jogadores+adaptação ao que lá está.
Et voliá, in Mais Futebol.
Portanto, nada de grave.
A saída de Jorge Jesus marcou a transição do Belenenses 2007/08 para o desta época. Depois dos bons resultados do treinador português, o clube do Restelo escolheu Casemiro Mior, brasileiro que já tinha passado pelo Nacional da Madeira com um brilhante quarto lugar na primeira época, em 2003/04. Mas o novo homem do leme poderá ter vida complicada se lhe pedirem para igualar os feitos do antecessor.
Descoberto o técnico, o Belenenses teve de se mexer no mercado. Saíram pedras importantes: Rolando foi para o F.C. Porto, Ruben Amorim para o Benfica, Alvim transferiu-se para a Alemanha, Alcântara para o Cluj da Roménia. De repente, os lisboetas ficaram sem quatro jogadores que eram o suporte da equipa em termos defensivos. Teve de haver investimento e forte.
Para não falhar, os do Restelo contrataram 14 jogadores: dois portugueses, Sérgio Organista e China, um chileno, Alex von Schwedler, e os restantes brasileiros, alguns de clubes bem cotados. Mas a aposta é de risco. Jesus também descobriu vários futebolistas em países estranhos ao futebol português, mas teve sempre uma base. Mior não a tem e, por isso, terá de construí-la. Optou por «chamar» jogadores do Brasileirão, A e B, pois são campeonatos que conhece. Olhando a equipa vê-se isto: os dois centrais saíram, o lateral esquerdo também e Amorim, que com Jesus ora era trinco, ora médio interior, mudou-se para um rival. É por aqui que Mior vai ter de começar a construir o conjunto, mas a tarefa é difícil, para não dizer muito.

A pré-época provou isso mesmo, com resultados e exibições aquém do desejado, e sobretudo, a defesa ainda não é sólida. Assim que ultrapassar as dores de cabeça no sector mais recuado, Mior pode contar com duas certezas: Zé Pedro e Silas. Os dois médios jogam de olhos fechados e são garantias de bom futebol. Haja quem os acompanhe, sobretudo na frente, onde Roncatto recebeu a companhia de mais alguns compatriotas: esperam os adeptos que estejam à altura do já saudoso Weldon.
CONCLUSÃO
O plantel sofreu uma revolução no defeso e perdeu grande parte da espinha dorsal. Manter a fasquia de tentar chegar à Europa, numa altura em que se tenta reconstruir a equipa, poderá ser de mais para um novo ano zero.
MAIS
Experiência de Mior. O treinador do Belenenses já não é um desconhecido do futebol português. Na primeira passagem teve a missão de substituir um técnico querido no Nacional, José Peseiro. Também nessa altura, Mior pegou numa equipa que perdera algumas peças influentes. Mas o treinador brasileiro fez o mesmo que está a realizar no Belenenses. Foi ao mercado que conhece buscar reforços, com nomes que ficaram no clube durante bastante tempo (Cardozo, Cléber, Ávalos). A mesma estratégia pode resultar no Belenenses.

MENOS
Herança de Jesus. Por alguma coisa as referências defensivas saíram: deram conta do recado! Rolando, Alcântara, Alvim e o muitas vezes trinco Amorim eram titulares com Jorge Jesus. Esses já não moram no Restelo e a sua ausência poderá ser herança de peso. Mas a saída do técnico não vai ser fácil de gerir se os resultados não aparecerem cedo. Jesus devolveu o clube a um patamar de onde o Belenenses andava longe há anos, foi a uma final da Taça e terminou nos lugares de cima na Liga. Fazer igual é extremamente difícil e a pressão para igualar os feitos pode ser fatal.
ESTRELA
Zé Pedro. Vai na quinta temporada no Restelo e continua a ser pedra fundamental. Se nunca viu Zé Pedro jogar fique-se com isto: em 13 futebolistas que estiveram nos 30 jogos da Liga passada, o médio do Belenenses estava lá; foi também o 10º goleador do campeonato, com nove golos, o que fizeram dele, a par de Quaresma, Jorge Ribeiro e João Paulo (Leiria) um dos melhores marcadores portugueses. Nada mau para um médio. Há mais: foi o sétimo melhor nas assistências para golo. O futebol do Belenenses tem de passar pelos pés deste inteligente médio.
A saída de Jorge Jesus marcou a transição do Belenenses 2007/08 para o desta época. Depois dos bons resultados do treinador português, o clube do Restelo escolheu Casemiro Mior, brasileiro que já tinha passado pelo Nacional da Madeira com um brilhante quarto lugar na primeira época, em 2003/04. Mas o novo homem do leme poderá ter vida complicada se lhe pedirem para igualar os feitos do antecessor.
Descoberto o técnico, o Belenenses teve de se mexer no mercado. Saíram pedras importantes: Rolando foi para o F.C. Porto, Ruben Amorim para o Benfica, Alvim transferiu-se para a Alemanha, Alcântara para o Cluj da Roménia. De repente, os lisboetas ficaram sem quatro jogadores que eram o suporte da equipa em termos defensivos. Teve de haver investimento e forte.
Para não falhar, os do Restelo contrataram 14 jogadores: dois portugueses, Sérgio Organista e China, um chileno, Alex von Schwedler, e os restantes brasileiros, alguns de clubes bem cotados. Mas a aposta é de risco. Jesus também descobriu vários futebolistas em países estranhos ao futebol português, mas teve sempre uma base. Mior não a tem e, por isso, terá de construí-la. Optou por «chamar» jogadores do Brasileirão, A e B, pois são campeonatos que conhece. Olhando a equipa vê-se isto: os dois centrais saíram, o lateral esquerdo também e Amorim, que com Jesus ora era trinco, ora médio interior, mudou-se para um rival. É por aqui que Mior vai ter de começar a construir o conjunto, mas a tarefa é difícil, para não dizer muito.

A pré-época provou isso mesmo, com resultados e exibições aquém do desejado, e sobretudo, a defesa ainda não é sólida. Assim que ultrapassar as dores de cabeça no sector mais recuado, Mior pode contar com duas certezas: Zé Pedro e Silas. Os dois médios jogam de olhos fechados e são garantias de bom futebol. Haja quem os acompanhe, sobretudo na frente, onde Roncatto recebeu a companhia de mais alguns compatriotas: esperam os adeptos que estejam à altura do já saudoso Weldon.
CONCLUSÃO
O plantel sofreu uma revolução no defeso e perdeu grande parte da espinha dorsal. Manter a fasquia de tentar chegar à Europa, numa altura em que se tenta reconstruir a equipa, poderá ser de mais para um novo ano zero.
MAIS
Experiência de Mior. O treinador do Belenenses já não é um desconhecido do futebol português. Na primeira passagem teve a missão de substituir um técnico querido no Nacional, José Peseiro. Também nessa altura, Mior pegou numa equipa que perdera algumas peças influentes. Mas o treinador brasileiro fez o mesmo que está a realizar no Belenenses. Foi ao mercado que conhece buscar reforços, com nomes que ficaram no clube durante bastante tempo (Cardozo, Cléber, Ávalos). A mesma estratégia pode resultar no Belenenses.

MENOS
Herança de Jesus. Por alguma coisa as referências defensivas saíram: deram conta do recado! Rolando, Alcântara, Alvim e o muitas vezes trinco Amorim eram titulares com Jorge Jesus. Esses já não moram no Restelo e a sua ausência poderá ser herança de peso. Mas a saída do técnico não vai ser fácil de gerir se os resultados não aparecerem cedo. Jesus devolveu o clube a um patamar de onde o Belenenses andava longe há anos, foi a uma final da Taça e terminou nos lugares de cima na Liga. Fazer igual é extremamente difícil e a pressão para igualar os feitos pode ser fatal.
ESTRELA
Zé Pedro. Vai na quinta temporada no Restelo e continua a ser pedra fundamental. Se nunca viu Zé Pedro jogar fique-se com isto: em 13 futebolistas que estiveram nos 30 jogos da Liga passada, o médio do Belenenses estava lá; foi também o 10º goleador do campeonato, com nove golos, o que fizeram dele, a par de Quaresma, Jorge Ribeiro e João Paulo (Leiria) um dos melhores marcadores portugueses. Nada mau para um médio. Há mais: foi o sétimo melhor nas assistências para golo. O futebol do Belenenses tem de passar pelos pés deste inteligente médio.
Etiquetas: Época 2008/09, SAD


3:30 da tarde


































