O Bobo da Corte
Felizmente que este é um fim-de-semana de netas.Felizmente que só agora me dei ao cuidado de vir ver o resultado.
Felizmente que, pelo que já li, somos uns autênticos tó-tós.
Felizmente que assim caminhamos alegremente e auditados para a Liga de Honra.
Infelizmente não se pode pedir a quem cá não está para vir resolver o grave problema da incompetência reinante no Restelo, embora haja auditoria a comprovar eventualmente o contrário.
Seremos, pelo que vi em Setúbal,os bobos da corte ou os bombos da festa.
Incompetência e falta de respeito pelo Clube está patente aos olhos de todo o país desportivo.
Isso foi auditado?
Fiquem-se com a crónica do Maisfutebol.
Felicidades aos resistentes.
Estou prestes a desistiir do rseto que falta desistir.
Belenenenses e P. Ferreira empataram 2-2 na abertura da segunda jornada e continuam de braço dado no fundo da tabela. A equipa do Restelo ganhou vantagem, com um golaço de Zé Pedro, mas os visitantes nunca baixaram os braços e, depois de regressarem ao seu tradicional 4x3x3, viraram o jogo, com dois golos do suplente Williams. Já ao cair do pano, o Belém chegou ao empate evitando uma derrota embaraçosa.
Depois dos desaires na primeira ronda, as duas equipas apresentaram-se cautelosas, recorrendo ao losango da moda, com um médio mais recuado a jogar à frente dos centrais. Gabriel Gómez no caso da equipa da casa, Paulo Sousa no lado dos visitantes. Entrou melhor o Paços procurando impor um ritmo vivo à partida, diante de um Belém em rotações bem mais baixas, a procurar adaptar-se à velocidade imposta pelos de amarelo. A equipa de Paulo Sérgio jogava um futebol vertical, sem grandes rodriguinhos, chegando com facilidade ao meio-campo do adversário, explorando bem os flancos. O pior era na área. Com Edson mais habituado a jogar de fora para dentro e com Leandro Tatu ainda em fase de adaptação, o Paços raramente conseguiu ganhar uma bola na zona de finalização onde da equipa do Restelo se mostrava bem afinada em termos defensivos.
O Belenenses demorou a entrar no jogo, mas foi subindo degrau a degrau, tomando primeiro conta do jogo a meio-campo, com um Silas muito activo, para depois atacar a área de Bruno Conceição. Sempre em crescendo, o jogo foi descaindo para a baliza do Paços até ao golaço de Zé Pedro que, até então, estava desaparecido do jogo. Baiano, sempre em bom plano, cruzou tenso para a área, Ozéias cortou de cabeça, para os pés de do médio que encheu o pé para um golo de belo efeito. O Paços não conseguiu reagir, insistindo nos longos passes para a frente e só por muito desmérito de Vinicius não sofreu um segundo golo. Num rápido contra-ataque conduzido por Silas, o número dez abriu para João Paulo na direita. O guarda-redes saiu ao seu encontro e o avançado colocou no lado contrário onde surgiu Vinicius que, com a baliza aberta, atirou inexplicavelmente por cima.
Paços regressa ao tradicional 4x3x3 e vira o jogo
O intervalo chegou com o Belenenses na mó de cima e o Paços sem Josa que saiu, entretanto, lesionado. No entanto, tal como na primeira parte, os visitantes voltaram a entrar em força, com Cristiano a oferecer uma nova dinâmica. A bola andou a rondar a baliza de Júlio César, com destaque para um remate de cabeça de Chico Silva que levou a bola à trave. O Belenenses demorava a reagir e Casemiro Mior prescindia de Zé Pedro, muito apagado no flanco esquerdo, para apostar Maikon. O Paços arriscava no ataque quando aconteceu o caso do jogo. Vinicius escapou num rápido contra-ataque e foi derrubado por Tiago Valente à entrada da área. O vermelho para o defesa do Paços parecia inevitável, mas foi um amarelo que saiu do bolso de Cosme Machado (!?). Na sequência do livre, Gabriel Gómez também atirou à trave.
O empate nas bolas nos ferros não disfarçava o ascendente do Paços que voltava, agora, ao seu tradicional 4x3x3, com William a juntar-se ao ataque. Casemiro Mior foi procurando cobrir as evidentes lacunas da sua equipa, em nítida quebra, com uma série de substituições, mas o Paços acabou mesmo por chegar ao empate na sequência de um canto de Chico Silva que William desviou de cabeça. As duas equipas passaram a jogar um futebol aberto, com o Belenenses a tentar recuperar a vantagem e o Paços a responder em perigosos contra-ataques. Quando parecia que o resultado já não ia sofrer alterações, com as duas equipas a perder ritmo, William voltou a marcar, com um pontapé certeiro a levar a bola ao ângulo.
Já em tempo de descontos, com o Paços recolhido na defesa da preciosa vantagem, o Belenenses chegou ao empate na sequência de um livre de Maykon, com Rodrigo Arroz a surgir solto para um desvio de cabeça. Empate justo para um Belenenenses que jogou a espaços e para um Paços que nunca desistiu.
Etiquetas: Clube, Época 2008/09, SAD


11:28 p.m.


































