Quantos somos?
Jorge Coroado veio recentemente apontar para 7000 associados no clube, enquanto outros autores situam mais abaixo aquele indicador.Os últimos dados conhecidos oficialmente são do relatório de contas de 2006 que nos colocavam com 10 343 sócios em Dezembro desse ano. O documento faz a análise evolutiva muito completa por categorias desde Dezembro de 2002 quando os números se situavam em 18 340, sempre com descidas mais ou menos fortes, mas sem citar critérios de apuramento como o nº de meses admitido com atraso de modo a suprimir os desistentes e falecidos, como de outros factores indispensáveis a uma leitura mais precisa.
Um dos números que se mantém constante, acima dos 1800 associados é o dos praticantes, excluindo o lazer das piscinas e das escolas de futebol, o que nos leva a considerar que a sua representatividade ultrapassa os 25% dos associados.
Análises interessantes que variam nos aspectos e curiosidades, como o facto de cerca de 25% ser menor e os correspondentes não chegarem a 800 de média, ou menos de 9%.
A realidade do dia a dia diz-nos que a maior parte dos Belenenses que conhecemos não são sócios, ou pelo menos para as relações sociais fora da área do Restelo e para quem frequenta o espaço.
Os motivos para a não filiação são muitos, desde problemas pessoais com A ou B normalmente ex-dirigentes, métodos de pagamento de quotas, duvidas sobre a utilização das quotizações e neste capítulo pesa o factor modalidades que fora do Restelo é constrangedor, inutilidade por falta de democracia e o mais frequentemente apontado, os resultados desportivos e a má gestão que se faz do futebol.
Se quisermos ser honestos um Belenenses é-o de forma abstrata pelo futebol independentemente de ser sócio ou não e essa identificação é objectiva.
O clube na pessoa dos seus dirigentes nada tem feito em prol dos Belenenses, antes pelo contrário, tem provocado o afastamento sistemático, em debandada dos adeptos e isso prova-se de forma mais que evidente pelo movimento de sócios.

Estatutos inadequados que nem são respeitados, decisões e broncas permanentes na imprensa, vergonhas e achas que a cada dia torna preferível nem comentar futebol com os amigos para evitar incómodos.
Em tempo de revisão estatutária espera-se no mínimo, uns estatutos modernos, democráticos que devolvam o Belenenses aos Belenenses, como forma de estancar a hemorragia e iniciar a recuperação franca dos que por este Clube sofrem.
Neste capítulo, coloco sérias reservas no resultado pelas pessoas envolvidas e afectação ao orgão tenebroso, mas acredito que o Dr Fernando Veiga tentará fazer o seu melhor e nele deposito as minhas esperanças nesta questiúncula. Assim tenha engenho e arte para impôr uma visão do séc. XXI aos seus agregados.
Aos sócios com poder decisório, resta-lhe a sabedoria para distinguir o trigo do joio, resistindo à tentação de querem ser mais que os outros, baluartes de coisa nenhuma.
Este documento pode ter a virtude ou condão de dar novo rumo ao Belenenses, que não seja mais um daqueles que Vasco Pulido Valente considera que têm duas virtudes, a 1ª - é inútil e a 2ª - é estúpido.
Etiquetas: Estatutos, Zé dos Cucos


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