Salésias: relato da inauguração na revista Stadium
Notas Prévias:Está mais que visto que não será nos meus dias que verei regressar ao património do Belenenses um bem que nos é muito precioso, o nosso Estádio das Salésias por nós baptizado Estádio José Manuel Soares, o saudoso Pepe, que muitas voltas e reviravoltas deve dar lá em cima ao ver o que se passa cá em baixo.
Para ver os terrenos das Salésias regressarem ao património do nossdo Clube terá de haver um presidente e uma equipa directiva que seja defensor das grandes causas.
E isso, muito sinceramente, não observo existir na malta que nos tem governado e noutra que nos quer governar, sendo certo que até temos um presidente dos anciãos que se vendeu ao seu partido político "sancionando" a não autorização da edilidade lisboeta em não nos autorizar um projecto imobliliário nos nosso terrenos, em nome de uma evnetual entrega, em regíme de direitos de superfície, de lotes de terreno que nunca ninguém precisou onde eram.
Mais grave que isto, é que o signatário, quando era parvo e andou perdido durante mais de 30 pelo PS, tentou via deputados da AR, desbloquear a situação, tendo obtido a a anuência de um deles, agora em Bruxelas, para interceder em nome do PS junto da CML.
Telefonei a alguém da direcção do meu Clube, dando-lhe conta da minha démarche e como estávamos em época de eleições autárquicas veio depois a resposta que o presidente da direcção prefere aguardar pelos resultados das autárquicas, leia-se eleição de Santana Lopes, para depois agir.
E foi como se viu.
Recordemos a inauguração das Salésias.
A inauguração do estádio José Manuel Soares foi caracterizada pela imponência e brilho que o público emprestou à pugna Belenenses-Benfica, na qual os donos da casa arrancaram a vitória. Tarde de emoção e de consagração, ao esforço dos que pelo desporto muito fazem!!!
É imponente, tudo isto.
O rectângulo verde, dum verde macio que faz bem à vista, que permite ver bem o que se passa em redor.
Depois, um rectângulo complementar, cor de tijolo, que forma um contraste que
realça ainda mais a mancha verde do tapete de relva. Em volta, como sulco aberto na cercadura de tijolo, a fita preta da pista de atletismo.
O gradeamento, em branco e azul, dá ao terreno o aspecto curioso dum grande «ring» com o público debruçado sobre o campo de luta. Num dos lados, os gradeamentos limitam os alçapões de mágica por onde os jogadores aparecem e desaparecem.
A toda a volta, mas especialmente do lado da geral, um mar de cabeças, um mar que ainda não entrou em animar-se.
Tranquilo, por enquanto. Um vento de bonança que talvez não chegue a acompanhar a ventaneira desenfreada que sopra nos camarotes.
No topo de nascente - uma nota de cor, cor de rosa. São os pequenos do Asilo Nun'Álvares, companheiros do Belenenses no aproveitamento da cerca do asilo.[.../...]
Etiquetas: Clube, História, Património


12:00 a.m.


































