C'ais cansados, c'ais carapuça!
Anda-se por aí a dizer ou especular que os nossos jogadores provavelmente estarão cansados para poderem disputra os próximos desafios de futebol, dada a sua deslocaçãoa África e o facto adicional de terem apanhado pela frente uma diferença de temperatura de 20 a 25º C.Quer dizer, quando estes cavalheiros fazem jogos ás 4.ªs Feiras para as taças do lá-vai-um e para as internacionais que nunca-mais-é-sábado, eles ficam logo prontinhos da silva para jogarem na jornada seguinte. Agora, é o drama, o horror à Albarran.
Depois, como metemos lá 5 batatas, até pode ser um tónico adicional ao observado nos últimos jogos.
Bom, suponho que os jogadores até gostaram de terem tido um intervalo neste rigorso Inverno que invadiu este socretino país`à beira-mar plantado.
Se eu pudesse, dava de frosques para os brasis ou para S. Tomé e fazia como o outro na subida aos coqueiros.
No nosso caso, até desecemos aos Coqueiros para apanhar ar.
Não acredito que seja um problema assim tão grave que tenha justificado a intervenção dum nutricionista que, para justificar os dinheiritos cobrados à Bola, lá disse que os nossos jogadores ficaram de pantanas.
Bem vistas as coisas, observando quem treinou e não treinou, os casos bicudos ficaram em terra, isto é, o Vinícius e o Biano que lá não fotram, é que estão a contas com uma paragem algo inesperada e indesejada para eles e para a SAD.
Marcelo, aliás, colocou o acento tónico no facto de querem honrar o compromisso face aos dramas humanos que os jogadores tiveram oportunidade de observar em Angola. E foi ao de leve, na capital, porque se tivessem ido a uma qualquer localidade de outro distrito angolano, então em vez de virem preocupados com o que viram, vinham chocados.

Mas se os nutricionistas e os fisioterapeutas andam assim tão preocupados com a reabilitação dos jogadores, há remédio que não passa necessariamente pelas vitaminas que administram àquela malta, mas sim por umas papas de serrabulho ou umas deliciosas migas à alentejana.
Sirvam-lhes a acompanhar um bom Esporão ou bom Eugénio de Almeida e logo verão a cor das caras daquela malta e de prefrência com um pão alentejano, daquele feito à mão e no forno de lenha permanentemente aceso, barrado com manteiga de alho e umas azeitonas de Elvas, podendo como aperitivo serem servidas umas farinheiras fritas.
Isto para as sopas do almoço. Ao jantar, sugeria uma boa feijoada de búzios feitos á moda de Sines temperadas com piripi qb e acompanhado por um Cartuxa tinto.
Em alternativa para o jantar, podiam ir à Costa de Santo André comer um ensopado de enguias com um Vidigueira e na volta para cima, passavam pelo Pinheiro da Cruz e compreavam umas garrfitas do bom tinto qe os presos lá fazem.

E, pronto, está afeita a recuperação dos nossos jogadores
No dia seguinte, terão de respeitar a tradição alentejana e arrumavam a recuperação para o jogo com uma açorda alentejana acompanhada de uma postita de bacalhau. Mas com muito alho e de preferência no dia do jogo e era ver os adevresários a evitarem os nossos jogadores.
Ah! Mas antes do jogo, em vez de irem para aqueles manhosos quartos de hotel, arreavam o chibato debaixo duma azinheira.
No dia seguinte, convem não os porem logo a treinar enquanto as mistelas alentejanas não assentarem convenientemente.
Acham que depois disto, eles não ficarão operacionais para o que der e vier?
Bom, mas se a malta do Departamento Médico do Clube não conhecer a receita das migas, cá vai:
500 g de entrecosto ;
250 g de lombo ou de costelas de porco (sem osso) ;
150 g de toucinho salgado ;
800 g de pão de trigo caseiro (duro) ;
3 dentes de alho ;
3 colheres de sopa de massa de pimentão ;
sal
Etiquetas: Época 2008/09, SAD


12:00 a.m.


































