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Viana de Carvalho: Alteração dos estatutos



Os sócios do Belenenses reúnem-se, amanhã à noite (às 20 e 30), no Acácio Rosa, para discutirem o projeto de alteração dos estatutos em conformidade com a deliberação da última AG de 26 de Outubro de 2008. No sentido de dar mais um contributo construtivo e respeitando o trabalho que a comissão de revisão teve a redigir a proposta, Viana de Carvalho chama a atenção para alguns pontos que considera fulcrais.

“Antes de mais, a primazia do futebol está logo no nome do clube, portanto deve ser esse o objeto essencial. Depois, a mudança do ano civil para a época desportiva em termos do fecho das contas vai criar um desfasamento com a data das eleições, em Abril. Penso que o ato eleitoral deveria passar para Setembro de forma a dar tempo para as contas serem aprovadas”, afirma o antigo dirigente do Belenenses, para quem, sem ponta de crítica, “a alteração dos estatutos devia ser mais ponderada já que são a peça mais importante de qualquer instituição”.

“Sei que há alguma pressa tendo em vista as próximas eleições para permitir à futura Direção ter um mandato de 3 anos, mas deixo uma sugestão: porque não aprovar esse ponto da duração dos mandatos e continuar a discutir os estatutos aproveitando, por exemplo, o simpósio que o clube vai realizar para discutir o clube?”, questiona Viana de Carvalho, prosseguindo a enumeração dos pontos fundamentais na alteração estatutária.

“Os votos consoante a antiguidade dos sócios é a melhor defesa do espírito do clube e uma defesa eficaz contra eventuais oportunistas que queiram tomar conta do Belenenses. Por exemplo, se um sócio for presidente de uma grande empresa e inscrever todos os empregados como sócios poderá chegar rapidamente à presidência do clube. Aceito que os atuais 50 votos sejam exagerados, mas os 5 votos propostos são manifestamente pouco e um enorme risco. Penso que 20 votos já defenderia melhor o Belenenses”, considera o antigo vice-presidente responsável pela área financeira, o qual é contra o fim dos votos por procuração.

“Os sócios que moram longe de Lisboa e não podem vir aos jogos acompanham a vida do clube através dos jornais e a única forma que têm de intervir diretamente é votando por procuração. Eu próprio já o fiz por não poder estar presente no Restelo e penso que com esta medida corre-se o risco de reduzir o número de sócios aos privilegiados que andam ali à volta do estádio. Devemos alargar ao máximo a família do Belenenses”, frisa Viana de Carvalho, considerando “escusado a eliminação das secções de recreio e cultura”.

O lote de sugestões do antigo dirigente dos azuis engloba ainda a questão da obrigatoriedade das auditorias no final de cada mandato. “A meu ver, cada Direção devia ser livre de decidir fazer ou não uma auditoria pois até pode concordar com a gestão anterior e não achar isso necessário”, sustenta, abordando de seguida a criação de uma Comissão Executiva. “Em tempos de vacas magras não vejo razão para o clube pagar a profissionais que são discriminados positivamente já que, ao contrário dos restantes funcionários, poderão votar. E, já agora, esse órgão devia cair com a direção”, defende.

A finalizar, Viana de Carvalho reitera que a proposta foi feita um pouco à pressa. “É essencial que os estatutos sejam redigidos de forma clara, sem dar azo a qualquer dúvida de interpretação. E, em alguns pontos, são algo dúbios”, afirma Viana de Carvalho, que espera dar um contributo positivo com estas opiniões.

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