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Assim, qualquer animal nos ganha



Nesta selva em que está transformado o futebol cá do sítio, o Belenenses tinha perfeita consciência que não tem soluções para ombrear com os melhores.

Ainda por cima, temos um treinador convertido à defesa da causa da arbitragem que em nada abona em nosso favor, atento o facto de sermos sistematicamente roubados.
Não sei, agora, que as coisas vão ficar bem mais difíceis para nós, caso voltemos a perder em Matosinhos como é que alguém perceberá se começarmos a dizer mal dos árbitros?

Dirão, aquela malta do Belém anda a gozar com isto.

Isto, porque em minha opinião o jogo de ontem foi perdido pelo treinador do Belenenses, porque o Belenenses a jogar na 1ª parte como o fez nos 10 minutos iniciais da 2ª parte, teria ganho o jogo, caso houvesse ambição.

Não, a ambição de Jaime Pacheco anda muito esbatida no constante parabenzinamento, como dizia o Marinho Peres, dos adversários e, já agora, na defesa dos árbitros.

Não entendo, de resto, a razão pela qual andámos nós a corrigir o plantel, se é um facto que disso pouco, muito pouco, temos retirado em comparação com o que havia.

Mas, uma coisa é ter consciência que somos e éramos inferiores e outra, bem diferente, é exibi-la de forma clara, ou seja, não dando chances para que sejamos feleizes, porque pouco ou nada fizemos para merecer a felicidade.

Entrámos no jogo, dando, como é habito, desde o tempo do Ti Casimiro, todo o campo ao adversário.

E a demonstrá-lo está a posse de bola que no final dos 45 minutos nos era desfavorável em 35%/65%.

Mais, sem um único remate dgno desse nome.

Apenas não saímos em desvantagem no intervalo por mera sorte e azelhice dos jogadores da equipa adversária.

Aliás, todo o santo primeiro tempo, fez-me lembrar a táctica do Marinho Peres em colocara equipa atrás da linha de meio-campo. Só que no tempo dele, haviam jogadores rápidos quer no contra-ataque, aquer a servir esse contra-ataque no meio-campo.

Ora, aquela equipa não tem uma coisa e outra, pelo que foi uma táctica suícida nesses 45 minutos e que teve seguimento 10 minutos depois de termos marcado o 1-0.

Estive para desligar a televisão caso no início do segundo tempo a coisa não se modificasse e ao ouvir falar que o Marcelo ía entrar, pensei: "deixa lá ver que é que isto dá". Deu um golito, aliás, numa boa jogada onde é normal acontecer golo, caso se insista nesse tipo de jogada, coisa que aconteceu durante uns 10 minutos em que, de facto, podíamos ter feito o 2-0 e, talvez, aí não perdessemos.

Porém, a ganhar apenas por 1-0 que é que por norma fazemos? Jogar na retranca, tal e qual como fizemos na 1ª parte.

Estava-se a ver que aquilo só podia dar asneira. E deu.

Ora, toma lá duas para não pensares que consuguias ganhar a jogar à defesa. E, pronto, para nós o jogo acabou aí, porque aquela malta com a maior das facilidades cai em depressão e não sabe reagir.

Bem, não entrou mais uma ou outra apenas porque não calhou, por mera falta de pontaria dos outros.

No tabuleiro do jogo, ganhou quem quis ganhar o jogo e perdeu quem apostou numa tácica ultra-defensiva e até no anti-jogo praticado algumas vezes, com charutos para o ar e para fora da nossa defesa.

Assim, não meu caro Jaime Pacheco.

Assim, qualquer animal nos ganha.

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