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A Insustentável Leveza de Ser Último



Ao olhar para o dia de hoje em que, por acaso, o Belenenses vai jogar(?) mais uma partida (de carnaval?) num campeonato cujas equipas estão valorizadas por baixo, verifico que as minhas previsões de Agosto de 2008 batem certo em todos os sentidos, contra as previsões dos mais optimistas, dos menos atentos ao fenómeno desportivo e até de outos que julgavam que bastava troocar de treinador, sem cuidar de se escolher o melhor para estas cicunstâncias

Hoje, de duas um, ou ganhamos o jogo ou ficamos irremediavelmente colocados no grupo dos 5, entre os quais decerão 2 à Liga Vitalis. O empate não serve minimamente.

E todos sabemos que o Belenenses tudo tem feito para ir jogar para a Vitalis.

Ando a dizer isto há meses.

Sinceramente, ao olhar para o actual Belenenses é um facto assente que esta realidade nada tem a ver com a realidade com que me deparei quando aprendi a gostar do Clube.

Nada, mas mesmo nada, está a ser como devia ser no Belenenses.

Quanto ao futebol, e hoje há futebol, ando entristecido, magoado, cansado e mais doente que a "outra doença" que tomou conta de mim, do meu dia-a-dia e que devia obrigar-me a algum recato em matérias secundárias.

Por vezes, dou comigo a pensar por carga de água me preocupo tanto se o Belenenses ganha ou deixa de ganhar se os dirigentes são os primeiros a estarem-se nas tintas para ele?

Mas porque diabo me hei-de estarc a ralar se já estamos de novo abaixo da linha de água, se mais ninguém se cahetia com tal facto e antes andam entretidos com a modalidade A ou B?Que ganho eu em andar chateado com o status quo em que o Belenenses caíu se os meus co-associados andam alegres da silva, cada qual com a sua modalidade de bolso?

Se ganha, é já um velho hábito que não vangloriamos as respectivas vitórias, pelo simples facto de andarmos cansados e sabermos de antemão que tal vitória não terá repercusão em jogos seguintes. Se perde, chovem pedras e ferramentas nas caixas de correio.

Dantes, ía-se à bola quase com a certeza que vinhamos de lá alegres o, pelo menos, não chateados com o que vimos. Dantes jogava-se á bola, metiam-se golos, fazia-se pela vida.

Hoje, jogamos à defesa, buscamos o pontito e andamos com os pés em brasa que nem deixa controlar a bola, ou seja, o jogo.

Que é que gente vai ver mais logo no jogo com o Leixões? Alguém sabe?

Suponho que toda a gente está com real medo de perdermos e de nos afundarmos ainda mais no lodo da tabela classificativa.

Os jogadores não sei que é que pensam ou deixam de pensar, se no ordenado ao fim do mês, se no clube que representam, se no salto que cada um quer dar, se acham que jogar à bola é um frete que só pode ter efeitos de vez em quando ou se acham que isto é um laisser-faire laisser-passer.

Isto era um Clube de futebol, que tinha algumas modalidades para ir entretendo nos chamados tempos mortos.

Agora, é um clube de modalidades onde o futebol é uma tremenda chatice e ninguém se preocupa em dotá-lo dos meios que tem vindo a dotar as modalidades.

Estamos num período de decadência absoluta, onde já não se espera nada de bom, onde perder no futebol é normal, onde ganhar numa modalidade é um feito heróico e onde as finanças estão no descalabro total.

É com este estado de espírito que logo irei acopmhar, dentro do possível, o jogo com o Leixões, não me preocupando mais que aquilo que o Jaime Pacheco se preocupa.

Optarei por aceitar a táctica dele, as palavras de circunstância, o parecer bem para não ter de começar a chamar as coisas pelos nomes. Por ora, poorque a seu tempo terei de começar a dizer onde está o boi e a vaca.

Este Belenenses é de alguém que julga que isto é uma dependência da tasca da esquina do bairro dele, mas não é o meu Belenenses.

Esse ganhava, era respeitado e dava-se ao respeito. Este umas vezes faz coisas bem feitas para logo a seguir descarrilar.

Andámos 2 anos a fazer coisas mais ou menos bem feitas no futebol após alguuns anos consecutivos de fases de asneira recomeçarmos de nono no nosso triste fado da míngua que é hoje o nosso Clube quando comparado com o que era ali pelso anos 70/80 para não ter de recuar nos respeitadíssimos anos 20 a 60.

Enfim, venha a fase da asneira que é produto made in Belém.

O Jaime Pachecio é baril. Porque não? Quem sou eu para duvidar da sua competência, excepto eu próprio, uma vez que devo ser uma espécie em vias de extinção que julgava que percebia de futebol, mas afinal, não senhor, os apoiantes do quanto pior melhor é que sabem?

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