O Caso Belenenses
Este artigo de Homero Serpa, já falecido, como todos deverão saber é o espelho da fossilização do Belenenses.
E os senhores candidatos se não conseguem ler nestas palavras de Homero Serpa que estão errados na abordagem ao Belenenses dos tempos modernos, mais vale embrulharem a viola num saco e irem pregar para outra freguesia.
Eu não quero mais nenhum cm2 aproveitado na prática desportiva. O que eu quero é que os cm2 dos relvados que lá estão produzam futebol de qualidade, deitem cá para fora boas equipas e façam encher o Estádio.
Eu não quero ecletismo. Quero futebol.
E quem quiser ecletismo ficará a molengar, tal como Homero aqui nos refere.
E os tempos não se compadecem com molenguices.
Por Homero Serpa
O caso do Belenenses é o paradigma do descarrilamento porque um grupo de jogadores razoavelmente eficazes desviou-se do caminho inicial, caindo numa mediocridade da qual se tenta estudar as causas sem conclusões indiscutíveis.
Uma das causas da inferior produção parece identificar- se com uma inércia preocupante, se assim é, não há dúvida de que o Belenenses tem grave problema a resolver porque, no futebol moderno, não há lugar para molenguices, pelo contrário, a dinâmica está na base da competitividade.
A verdade é que o aforismo depressa e bem não há quem já pouco interessa, importante é a conquista dos pontos e neste pormenor até podem ser ganhos mal mas depressa.
Resta, no entanto, conhecer a origem da lentidão dos belenenses que pode ser física e, neste caso, como a velocidade depende da idiossincrasia de cada um, portanto não se adquire se não relativamente, tornando- se numa atitude que, obviamente, ultrapassa a condição física e a vontade do futebolista, logo absolvido da acusação de não ser suficientemente profissional, ou trata- se do reflexo de um estado psicológico negativo mas normal em condições semelhantes, no desporto ou noutra área qualquer da vida, emparticularemtempo de crise que, como sempre, atinge os trabalhadores e as suas famílias.
Resta, no entanto, conhecer a origem da lentidão dos belenenses que pode ser física e, neste caso, como a velocidade depende da idiossincrasia de cada um, portanto não se adquire se não relativamente, tornando- se numa atitude que, obviamente, ultrapassa a condição física e a vontade do futebolista, logo absolvido da acusação de não ser suficientemente profissional, ou trata- se do reflexo de um estado psicológico negativo mas normal em condições semelhantes, no desporto ou noutra área qualquer da vida, emparticularemtempo de crise que, como sempre, atinge os trabalhadores e as suas famílias.
Paradoxalmente, a crise do Vitória de Setúbal não se tem reflectido nos jogadores de futebol, que continuam a ver os ordenados por um canudo, recebendo em contrapartida espúrios exemplos vindos de cima!
A equipa doBelenenses sabe jogar, dizem os entendidos nessas coisas, mas é óbvio que este saber não possui a eficiência que dá resultados positivos e quanto mais se empecilha na procura de soluções, mais estas lhes fogem.É provável, até, que na intenção de jogar sem erros adopte o estilo prudente, o passe pela certa, a jogada estudada em íntimas cautelas, nestes desempenhos perca velocidade e, pior do que isso, espontaneidade.
De qualquer maneira, acho que os adeptos do Belenenses não devem escarmentar nem jogadores, nem quem os dirige, muito menos este, porque não se trata de um caso de falta de dignidade, de mau profissionalismo, de desinteresse pelas consequências dos maus resultados, mas de uma situação passível de ser remediada com a subida do moral dos jogadores. Neste caso, passairia de um momento psicologicamente mau para um momento psicologicamente favorável.
Há quem chame, linearmente, a estas alternâncias coisas da vida,mas tudo tem uma explicação lógica.
Etiquetas: Clube, Eleições 2009



12:52 da manhã


































