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Em Belém, a crise passa ao lado...



Notas Prévias:

Que dia tão estranho este pelo qual a minha mulher tem o seu clube apurado para a Liga dos Campeões e eu estou a caminho da Vitalis. Ainda por cima, tenho 3 candidatos, bom mas sobre isso leiam mais à frente a opinião do Fernando Guerra.

Hoje é dia de ir a votos no Belenenses, se bem que o pensamento de quase todos os associados e adepos azuis estão mais concentrados no que pode vir a suceder amanhã à noite que propriamente voltados para estas tardias e, até inoportunas, eleições, cujo calendário foi desvirtuado pela chantagem judicial execida sobre o Clube. Atenções essa que se depositam, também, nos estranhos e súbitos resultados favoráveis dos nossos opositores directos da I Liga, que no momento, na prática, nos atiram para a mais que prevísivel Liga Vitalis.

Para dizer a verdade, esta ida a votos, na qual já fiz a minha parte, quer na tentativa de desmistificar a candidatura dos actuais (ir)responsáveis da actual eantiestatutária Comissão de Gestão, quer na assumpção parcial de uma candidatura e, finalmente, procurando ao máximo ignorar a existência de uma terceira candidatura, a qual, por ter dilatado todo este tempo no acto eleitoral ainda se irá analisar dos prejuízos causados ao Clube e ao futebol, em particular, tal como Coroado, na altura devida, bem o referiu.

Agora que, finalmente, está aterminar o prazo desta horrível Comissão de Gestão, é minha firme convicção que o próximo Conselho Fiscal e Disciplinar devia analisar os actos desta CG, por forma a aferir-se da razoabilidade dos actos praticados, das boas práticas e pudentes actos de gestão, se efectivamente cumpriram o que lhes foi determinado em AGE ou, se pelo conntrário, criaram suplementos aos motivos já existentes para que a equipa de futebol desça à II Liga. Há que determinar o seu peso específico na nossa mais que provável descida de diviosão. Há que analisar a razão de ser dos salários em atraso e há que analisar a razão pela qual havia dinheiro para tudo menos paras as despesas do futebol.

A culpa dos salários em atraso também não pode ser asaacada aos fugitivos, mas a quem tinha o dever de providenciar os meios para que tal não acontecesse. Mas acontece. Que moral temos nós de assacarmos ao Amadora responsabilidades que também temos?

Por sua vez, também penso que eles estão tão habituados a jogar no futebol de anões com equipas como Mogadouro, Alpendorada, Fundão e quejandos que julgo lhes deve dar escpecial tusa jogarem no futebol com os Freamunde, Vizela, Covilhã e coisas assim. Isso de Benfica, Sporting, Porto, Braga, Guimarães é demais para estes indígenas restelianos. Aliás, esta CG conseguiu não poupar um tostão nesta modalidade ao fazer um braço de ferro com lampiões e lagartos na manutenção de dois jogadores. Quanto nos custou tal habilidade? E, claro, assim não há dinheiro para o futebol.

Enfim, para acabar com esta fantochada eleitoral, em que dois candidatos demonstraram desprezo pela grave situação da equipa de futebol, resta-me apenas a Lista A. Já votei, engolindo um sapo vivo, coisa que já vai sendo norma na vida política, pelo que não é novidade. Ainda por cima ando a sais de fruto.

Teremos órgãos sociais que sei lá se conseguem tirar o clube da Liga Vitalis. Pode ser que o Mário Rosa Freire ajude a ensinar o Miguel Ferreira, o qual já teve idêntica experiência em Sesimbra em 1984, salvo erro.
E nem queiram, os que me fazem o favor de ir lendo, imaginar o quão é horrível para mim de forma exponencial, muito mais que as anteriores, esta descida à Vitalis. É que eu não sei, em rigor, quanto tempo vou cá estar e apenas sei que é difícil regressar no 1º ano seguinte à I Liga, atento o estado caótico em que o Clube se encontra. E se levarmos mais de dois anos a regressar à I Liga, temo bem que os meus últimos jogos de I Liga sejam estes que faltam deste campeonato. Com esta horrível equipa, com um treinador contra-natura, com uma sem-SAD, com um Clube à nora. Enfim, pior não podia suceder.

Leiamos as palavras, usualmente sábias da coisa belenense do Fernando Guerra ontem publicadas no jornal A Bola:

Os reflexos da crise são devastadores. As empresas fecham portas, o desemprego cresce, e com ele a pobreza e a fome. Milhares de famílias entraram em colapso, sem meios para respeitar compromissos, sem recursos para preservar valores mínimos de uma vida social digna. A economia travou a fundo, o mercado retrocedeu e todos os dias, a todas as horas, através de todos os meios de comunicação, nos chegam notícias de falências, de negócios malparados, de empresários asfixiados, de cidadãos incapazes de se libertarem dos grilhões da banca insensível.

Crise que nem se dá ao cuidado de ver onde coloca os pés. No seu caminhar abrupto pisa todos; ou quase todos, há sempre os sortudos, os que, apesar de verem o país de mão estendida, se acotovelam na disputa de lugares para os chamados paraísos exóticos ou esgotam os hotéis no Algarve de cada vez que feriado generoso se encosta ao fim-de-semana. A crise ou não é igual para todos, ou então não é encarada por todos da mesma maneira. Deve ser isso...

Assim já entenderei por que motivo o Belenenses, que amanhã vai a eleições, na iminência de descer de divisão e também não apresentando resultados financeiros que se aconselhem, conseguiu reunir três listas no universo dos seus associados. Extraordinário! Valioso porvir se entrevê para tantos se esgadanharem pelo poder.
Há ali gente séria e com boas ideias para o clube, mas, como refere a sabedoria popular, quando a esmola é muita até o pobre desconfia. E creio haver razões para desconfiar. Alguma coisa estará a esconder-se detrás deste processo eleitoral...

Oxalá António Boronha tenha razão quando aqui diz:

o segundo lugar no principal campeonato português - e sobretudo o apuramento para a pré-eliminatória da 'champions' - ficou muito mais longe.
em contrapartida, o 4º. lugar está pertíssimo!
ou muito me engano ou estas últimas três jornadas - contra, os desesperados 'trofense' e 'belenenses', em casa, mais, no pólo oposto, o fogoso 'braga', fora - irão constituir autênticos pesadelos para o trio responsável pelo completo erro de 'casting' que tem sido o chamado de 'glorioso' este ano : filipe vieira, rui costa e quique flores.

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