Preparar as eleições
Artigo de Opinião do Associado João PelaOs Belenenses tal como os adeptos de outros clubes usam como tema de conversa o futebol e as suas incidências reportadas ao último jogo ou a grandes feitos. Raros serão os que se preocupam com a política interna e comodamente preferem ouvir um ou outro consócio mais esclarecido sobre quem são as pessoas e o que querem fazer ou pretendem alienar. A regra é geral e aplica-se ao Belenenses como se aplica ao Benfica ou ao Odivelas.
Devo confessar que no domínio do futebol acompanho a "política" dos clubes ditos grandes e o envolvimento da estrutura, desde a arbitragem até à federação. Não me limito à simples leitura de jornais e preocupo-me com o estado em que se encontra o nosso futebol enquando modalidade espectáculo. Por esta razão, creio estar o motivo de ser frequentemente interrogado sobre os assuntos do clube e aquelas minudências que ao adepto comum são irrevelantes.
Não me importa se as minhas opiniões são seguidas ou se merecem apoio, não têem valor demagógico nem procuram implementação, são apenas opiniões à luz de um todo estruturado que é o meu pensamento global sobre a matéria e a análise de um aspecto particular é vista naquela perspectiva. Logo, uma parte não será uma solução acabada e é simplesmente um elemento de uma outra visão mais abrangente. Quem não entende o que penso ou o que defendo dificilmente perceberá o porquê de determinadas posições expressas.
Isto vem a propósito destas eleições no Belenenses e na minha recusa desde o início em me pronúnciar sobre elas. "Estou fora" dizia eu antes da campanha e assim quero continuar, mesmo que seja assolado por telefonemas, sms e cartas para votar X ou Y e não será este ou aquele amigo que me tirará do meu caminho. É certo que muitos têem tentado extrair declarações de apoio ou voto e o meu nome (nick) tem aparecido em comentários num formato abusivo de quem não tem o mínimo de pudor de desrespeitar os seus pares. Paciência, são os sócios e adeptos que temos, os quais não distinguem a "estrada da beira" da "beira da estrada". Figura pública sujeita-se mas tem o direito à privacidade e às naturais reservas profissionais que não deviam ser colocadas em questão em assuntos estranhos a elas, tanto mais que a obra feita está aos olhos de todos e não pode ser escondida.
Com a minha recusa de participação empenhada (ainda não sei se votarei apesar de na anterior data aprazada ter intenção disso) e ausência opinativa sobre o tema, vem de forma capciosa uma questão a que não resisti. Numa primeira versão, quem gostaria de ver como candidatos ou por outras palavras quem seriam os candidatos ideais? Face à alteração estatutária descartei esta pergunta situada no tempo presente e remeti-a para o futuro ou seja para daqui a 2 anos e meio.

Não se trata de quem eu escolheria para candidatos, mas sim de quem gostaria de ver na brega pela direcção do meu clube.
Direi então, que cinco nomes me ocorrem com hipóteses de alguns se poderem associar, a saber:
Luís Baptista, Regina Ferreira, António Marques Nunes, Fernando Gouveia da Veiga e Sequeira Nunes.
Os motivos são os mais diversos mas estou certo que com estas personagens seria difícil uma campanha negra ou anti-campanha e as equipas apresentadas bem mais equilibradas. Decerto os programas teriam opções claras para que a massa associativa pudesse optar por alguma coisa, o que infelizmente não é o caso destas eleições.
Por vezes a capacidade de alguns consócios é deliberadamente afastada em nome de uma qualquer intenção pouco sã e os preceitos estatutários em nada ajudam da constituição de uma verdadeira direcção. Sobre esta última nota devo dizer que existem consócios muito capazes mas não estão disponíveis para abdicar da sua vida pessoal e profissional gratuitamente, investindo muitas vezes parte do seu património para receber em troca a ingratidão, o apupo e o pateado injusto.
Para evitar alongar-me sobre os nomes indicados, deixo apenas o repto a cada um deles para que procurem uma hipótese referendável a médio prazo para que nas próximas eleições possam dizer presente.
Entretanto, espero sinceramente que a sorte, um rasgo de confiança ou um qualquer dia feliz desta equipa ou de um só jogador nos tire do afogadilho em que estamos imersos e ainda exista futebol daqui a 2 anos e meio.
Etiquetas: Clube, Eleições 2009


12:00 da manhã


































