'Queridos inimigos' andam a par até mesmo na desgraça
Notas Prévias:Esta coisa da descida de divisão dá em tecerem do tal "grande" Belenenses comentários como estes.
Só gostava de saber se o Dr. Anes não sente remorsos na acbeça por ter ido embora, tal como os designados fugitivos o fizeram, sem ter convocado eleições.
Também gostava de saber se Jorge Coroado se sente bem em ter seguido o que lhe foi imposto pelo conselho de anciãos ao designar ao Barbosa para liderar a malfadada e ilegal comissão de gestão, da qual se vai sabendo que ao invés de poupar dinheiro ainda teve artes de aplicar em despesas supérfulas € 250.000 do empréstimo bancário, devendo explicar porque levou a equipa a Angola, a razão pela qual gastou toneladas de dinheirto nas modalidades e deitando o que restava do futebol por terra.
E por falar em conselho de anciãos, se estes na verdade tivessema lguma importância no Clube ou soubesse como era gerir o Belenenses, nunca deixariam cair o Belenenses na II Liga, nem nunca ficariam de pés e mãos atadas face a dificuldades de tesouraria, sendo certo que não é conhecido que eles tenham fortuna pessoal ou que sejam bons em fazerm aparcere dinheiro. E digo isto, porque, por exemplo, aqui em Setúbal os fulanos do Conselho Vitoriano são intocáveis, justamente ou porque têm dinheiro ou porque fazem-no aparecer quando ele é preciso, como foi agora o caso.
Pelo contrário, são bons em aconselharem a criarem mais modalidades/despesas e ostracizarem o futebol.
Agora, aturemos os jornalistas que nos fazem estas comaparções e piores virão se, de facto, à pála do Amadora, ficarmos na I Liga.
Há menos de uma década, o Boavista sagrou-se campeão, algo que se julgava impossível de acontecer em Portugal. Na próxima época, arrisca-se a penar fora das competições profissionais. Mas o adversário na luta pelo estatuto de 'quarto grande' não anda melhor, embora espere por uma decisão que o impeça de cair na Liga de Honra
A época 2008-09 não correu de feição para os dois únicos clubes que conseguiram quebrar a hegemonia dos três grandes na lista dos campeões portugueses. Belenenses e Boavista falharam por completo os seus objectivos desportivos da temporada e, pelo menos por enquanto, estão na lista negra das formações despromovidas - para o segundo escalão (Liga de Honra) no caso dos azuis; para o terceiro, e portanto fora das competições profissionais, os axadrezados. Ambos ainda acalentam a esperança de que o seu triste destino dê uma guinada na secretaria ou nos tribunais, mas tudo indica que, pela primeira vez na história, a Liga portuguesa se jogará simultaneamente longe do Restelo e do Bessa.
Depois de durante anos terem disputado o estatuto de "quarto grande", o final da década tem-se revelado penoso para os "queridos inimigos". Em Belém, a equipa tão depressa se salvou de descer de divisão por decisão administrativa (consequência do caso Mateus) como chegou à Europa, deu luta ao poderoso Bayern de Munique ou disputou uma final da Taça; no Porto, depois de quatro anos no topo da tabela com o já referido título nacional a brilhar acima de tudo - bem acompanhado pelas meias-finais da Taça UEFA ou a passagem à segunda fase da Champions -, a queda foi suave mas inexorável, culminado com a inclusão do nome do clube no processo "Apito Dourado". Consequência directa: o Boavista foi directo, na época passada, para a Liga de Honra.
E, em tempos de vacas magras, pode não ser fácil recuperar o estatuto. Mesmo que Viana de Carvalho, o presidente recém-eleito dos azuis, tenha assegurado que a descida não será "catastrófica", sempre foi reconhecendo que as "receitas serão afectadas" - prevê uma quebra de mais de 50% - e que a "herança é pesada". Mas a experiência vivida pelo Vitória de Guimarães, que em 2006-07 passou pelo inferno e regressou cheio de força, terminando a temporada seguinte no terceiro posto à frente do Benfica, pode ser inspiradora para os azuis - com a óbvia diferença de que estes não têm o apoio popular que é dado aos vimaranenses.
De qualquer forma, esta não é a primeira vez que o Belenenses joga na II Divisão e a última até não foi há tanto tempo como isso (1998- -99).
O caso piora quando se fala do Boavista, que viveu a experiência na pele e não se saiu nada bem: sem capacidade financeira, o clube presidido por Álvaro Braga Júnior - o qual garantia em Julho do ano passado que a descida não seria "a morte do Boavista" - foi incapaz de lidar com a dureza do escalão, terminando, desta vez, no penúltimo lugar da classificação. Desde 1968--69 que os adeptos axadrezados não viam a sua equipa jogar fora da divisão principal e tudo está em aberto: no dia 5 realiza-se uma assembleia geral extraordinária para discutir o futuro do clube. E, se o Belenenses tem o exemplo do Vitória, o Boavista já viu o que aconteceu a outras formações que foram caindo de escalão para escalão, como o Farense ou o Tirsense. Nesta altura, por cada passo atrás será mais difícil voltar a andar em frente.
"O futebol português precisa do Boavista e espero que todos ajudem o clube", alertou Petit, ex-jogador do clube. Porque, por muito que o presidente "ainda acredite" que o Boavista possa ser recolocado na Liga Sagres - e seja "fortemente" indemnizado pela federação e pela liga, como pretende o dirigente -, a hora é de enfrentar a realidade. E essa, para dois clu- bes históricos, ainda por cima si-tuados em zonas nobres das respectivas cidades - Restelo e Ave- nida da Boavista -, parece bem dura de enfrentar. Resta a conso- lação de que não estarão sozinhos: o "rico" Newcastle saiu da Premier League, o Nantes vai a caminho da Ligue 2 e o Vasco da Gama está a cumprir a sua travessia no de- serto...
Etiquetas: Clube, Day After, I/II Liga?


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