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Segue-se o património: Fisco quer vender passes de sete jogadores da rotunda



Os passes de sete jogadores do Boavista (Mário Silva, Ricardo Silva, Essame, Hugo Monteiro, Gilberto, Marquinho e Nuno Pinto) vão ser postos à venda em hasta pública pelas Finanças para execução de uma penhora por incumprimento de obrigações fiscais no valor de 2,66 milhões de euros. Em comunicado no sítio oficial na internet, a SAD boavisteira assume uma dívida fiscal de aproximadamente 1,180 milhões de euros, mas diz que está a negociar com o fisco o pagamento prestacional, que deverá ficar concluído no dia 10 de Dezembro, e que, como garantia, até já foi entregue ao Estado 332 929 mil euros. Os anúncios relativos a esta deliberação são publicados hoje na edição do JN, na página 29 do caderno de anúncios.

Bem mais complicada é a questão da inscrição do Boavista na competição profissional já que um dos pré-requisitos exigidos pela lei refere-se, precisamente, à entrega de uma certidão passada pelo Fisco e Segurança Social em que a situção do clube está em ordem, limpa de dívidas.

Sendo assim, pode questionar-se a validade dessas certidões, como o faz o Sindicato dos Jogadores. Até porque, para se chegar a uma situação de penhora é porque as dívidas em causa foram contraídas há diversos meses atrás, ou seja, antes do mês de Julho, período em que os clubes apresentam a sua candidatura às competições profissionais.

O Sindicato dos Jogadores, através do seu presidente, questiona a Liga e o Fisco sobre o facto de terem sido passadas certidões fiscais ao Boavista para se inscrever no campeonato profissional.

Ora bem, esta situação vivida pelo clube nortenho a mim em nada me espanta pelo conhecimento directo que venho mantendo sobre a situação administrativa e financeira desse clube, querendo-me parecer, para não dizer que disso tenho a certeza, que o clã Loureiro, a nível de clubes finou, justamente porque se acabou o famosa e muito badalado modelo de gestão.

Com o dinheiro de terceiros e o facilitismo desportivo das mais altas instâncias políticas e despotivas toda a gente é obrigada a fazer "bom trabalho", bastando aproveitar tais benesses.

Não me surpreende o arresto do próprio Estádio do Bessa, porque, por ora e até ver, apenas o Fisco se pronunciou, mas há mais entidades públicas e privadas que irão reclamar os seus créditos, entre as quais um clube concorrente da I Liga.

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