Terrenos do Estádio do Bonfim estão penhorados
Notas Prévias:Vou inteirando-me da situação aflitiva que o Vitória de Setúbal vem atravessando, uma vez que tal é tema de muitas conversas aos almoços, dado os iteresses instalados por particulares no clube local e atento o facto de a respectiva CM em nada dar fazendo de conta que vai dando alguma coisa.
O certo, certo, é que o Vale do Rosa já era.
O certo, certo, é que um clube sem património deixa de o ser, mais a mais quando uma CM está sujeita a um contrato de viabilização financeira por efeitos da desgraçada gestão socialista em nome de Mata Cáceres na respectiva autarquia, obrigando os munícipes locais, como eu, a pagarem pelo máximo nos impostos autárquicos.
Com a condição de não haverem mais desvarios financeiros.
Vistas bem as coisa, o Setúbal e o Belenenses quase estão equiparados, uma vez que nós apesar de termos um vasto e valioso património a única coisa para que serviu foi para se sujeitar a interesses particulares instalados no Restelo e pela primeira vez temos terrenos hipotecados.
O Vitória de Setúbal ficou a saber esta semana que já não tem terrenos alguns.
Na actualidade, todo e qualquer cidadão que oiço o que menos querem ouvir é que algum tostão caia em algum clube de futebol.
E mais ouvindo que ainda bem que o Estado está a intervir nos clubes de futebol, sugadores que são, segundo so cidadãos, de verbas indevidas, constituindo autênticos enrequecimentos sem causa e sem benefício algum para a o bem-estar comum.
O Belenenses, tal como o Vitória de Setúbal, atravessa uma grave crise de liderança, onde se vai ouvindo as saudades dum Fernando Pedrosa, tal como nós vamos clamando aqui e acolá, por um outro, e porque não o actual?, Mário Rosa Freire.
Porém, o V. de Setúbal tem um Conselho Vitorianos, onde os seus membros,com as suas contas bancárias pessoais lá vão dando satisfação ás necessidades mais urgentes do clube local. No nosso caso, veja-se, os membros do nosso conselho de anciãos tomara eles que o Belenenses não lhes vá pedir dinheiro, coisa que eles não têm. Diferenças da utilidade de um conselho para outro.
E na nossa crise de liderança onde pontificou a asneira suprema de se colocar o Belenenses nas mãos de uma ilegal Comissdão de Gestão, não eleita regulamentarmente pelos sócios, quase que tomando de assalto o poder da cadeira azul, porque tinha de ser, tal e qual o Fernando Sequeira tinha de ser, vai-se caindo ainda mais na dsecredibilização da Imagem do Clube pelo facto dos membros dessa CG serem meros curiosos da coisa desportiva.
Tudo isto com inevitáveis reflexos na SAD com os resultados que estão à vista. Tal e qual como em Setúbal...
In Setubalense:
Os terrenos do estádio do Bonfim foram penhorados a favor de António Lobo Marques Casaca a 15 de Janeiro, devido a uma acção executiva pelo não pagamento de uma dívida de 1992, no valor de 520 mil euros.
De acordo com vários documentos a que a Agência Lusa teve acesso, António Lobo Marques Casaca adquiriu os créditos de uma livrança de 100 mil contos (500 mil euros), avalizada por Josué Monteiro e Fernando Pedrosa, do antigo Banco Exterior de Espanha (que entretanto se fundiu com o Banco Bilbao e Vizcaya), a 11 de Dezembro de 2007.
Apesar das tentativas que terá desenvolvido desde então, o titular dos créditos em causa (500 mil euros e respectivos juros), António Casaca não conseguiu receber o montante de que era credor, pelo que decidiu avançar com a «penhora do direito de fundeiro» dos terrenos do actual estádio do Bonfim.
O requerimento de António Lobo Marques Casaca, que entrou no tribunal a 14 de Abril de 2008, ao tempo da Comissão de Gestão do Vitória de Setúbal liderada por Carlos Costa, e que foi executado a 15 de Janeiro de 2009, tornou-o no novo dono dos terrenos do actual estádio do Bonfim.
O direito de superfície dos terrenos do estádio do Bonfim já tinha sido cedido anteriormente a uma empresa do grupo Pluripar, participada da Sociedade Lusa de Negócios, por um período de 90 anos, mediante o pagamento de rendas, parte das quais liquidadas antecipadamente por aquele grupo económico.
A penhora dos terrenos do Bonfim ocorre num dos períodos mais difíceis da história do Vitória de Setúbal, que está a braços com uma grave crise directiva e financeira e, por enquanto, sem qualquer solução visível para o problema.
Isso mesmo reconheceu na segunda-feira o antigo dirigente sadino Fernando Pedrosa, após mais uma reunião inconclusiva do Conselho Vitoriano.
Apesar de tudo, Fernando Pedrosa reafirmou a convicção de que os vitorianos acabariam por encontrar uma solução para resolver os problemas directivos -- o presidente da comissão de Gestão, Luís Lourenço, e o homólogo da Assembleia Geral, Ilídio Ferreira, estão demissionários --, bem como os problemas financeiros do clube. Só não foi capaz de dizer como.
As esperanças sadinas estão agora depositadas na reunião de accionistas, marcada para as 10:30 da próxima quarta-feira, no estádio do Bonfim.


12:00 a.m.


































