Uma SAD em dificuldades



Notas Prévias:

A Direcção do Belenenses seleccionou o jornal A Bola para fazer sair as notícias que interessam fazer sair, não só para comunicar com os sócios e adpetos azuis, mas também para fazer passar a dita Verdade que outros jornais já deram mostras de não quererem transmitir, em especial o jornal O Jogo, cujo tratamento jornalístico sobre nós tem sido deplorável, mais me parecendo notícias encomendadas por forças internas que apenas pretendem a desestabilização do Clube.

Viana de Carvalho prestou no passado Sábado importantes declarações públicas não só aos sócios e adeptos do Belenenses, como a todo o país desportivo, sobre o estado actual da nossa SAD. E foi importante tê-lo feito não só para acalmar espíritos internos muito inquietos, como também, atento o grau de aceitação do dito jornal, comparativamente com os outros, para transmitir aquilo que a Direcção em conjunto com os restantes Órgãos Sociais da SAD estão dispostos a fazer para corrigir a disfunções de uma Sociedade que entrou em falência técnica, exibindo-se quais as soluções encontradas para sair de tal desiderato.

De entre o total do passivo da SAD, no valor de 8,4 M, resulta claro que só o Clube é o maior devedor da SAD, porquanto dutante cerca de 5 anos não foi feita a respectiva entrega de 1,5 M/ano, o que daria 7,5 M e uma clara recuperação dos valores.

Portanto, durante esses anos em que houve a explosão do eclestismo, onde se gastaram todos os recursos financeiros, vindos do bingo, de bilheteira e tudo o mais nas modalidades amadoras, algumas delas foram profissionalizadas neste século, não há nada a fazer.

O mal está feito.

Agora, há que corrigir o mal que antes foi feito, dado que algunssócios têm vindo a ser utilizados para auto-promoção de modalidades em perfeito desvio da modalidade profissional que é o futebol.

1,5 milhão de euros a menos que o Clube não pagou à sua SAD durante 5 anos e ainda assim, consegiuiu-se ir uma vez ao Jamor é obra. Só que ninguém se auto-interregou como foi isso possível.

E foi possível, porque a equipa de então continha activos, cujas vendas anuais íam disfarçando as insuficiências que adviam da não entrega do 1,5 milhão de euros por parte do Clube, o qual contendo lá mais de 50% da sua posição na Sociedade não entregava a contrpartida em valor anula da sua representatividade, antes solicitava à Olivedesportos a entrega de valores plurianuais nos direitos de transmissão de jogos, hipotecando as receitas de anos vincendos.

Agora, há que encontrar soluções, tendo sido identificadas três, sendo a eleita a operação harmónio-serpente, na qual o capital terá de ser reforçado com 3,5 milhões numa primeira fase e mais um na fase seguinte.

No fundo, identifica-se uma solução que vai buscar um pouco à reabilitação do valor em dívida pelo Clube e outra parte à efectiva alteração do capital social, não para os acatuis 4 M mas sim para cerca de 7,5 M.

Por fim, calam-se muitas vozes que parecem abutres à volta de algo que está muito longe de ser cadáver, em especial o fulano do Sindicato, que se fosse um pouco mais esperto saberia que há sempre uma solução para as dificuldades geradas no Belenenses.

Postas as coisas em termos de números, o Belenenses Clube terá de colocar à disposição da SAD no aumento do Capital Social de um valor perto de 2,3 milhões de euros, atenta a quota parte da sua representatividade na SAD, o que significa ter de haver poupanças forçadas noutros lados para que tal valor chegue à SAD.

No meio de tudo isto, não deixo de me rir com recente troca de e-mails dum alegado responsável pelo Paintball do Clube, o qual ficou algo revoltado pela forma como encaro a modalidade no Clube e diz-me ele o seguinte: o Belenenses não é só futebol.

Ah, pois não, é sobretudo FUTEBOL!

Perdas acumuladas da SAD atingem 8,4 milhões de euros. É preciso dinheiro fresco e o presidente do clube e da SAD já apresentou três soluções aos accionistas. As nuvens são carregadas, mas o líder azul acredita que melhores dias vêm a caminho.

Depois de as contas de 2008/09 e do orçamento para 2009/10 terem sido aprovados em Assembleia Geral da SAD, no Restelo respira-se um ar mais desanuviado. Viana de Carvalho, presidente do Belenenses, explicou, em exclusivo a A BOLA online, o actual estado da gestão azul: «Fiquei satisfeito porque as contas foram aprovadas. É importante que contas e orçamento estejam aprovados pois são uma peça fundamental na estabilidade da vida do Belenenses. Este orçamento, por ser equilibrado, permite inverter a tendência de descida em que vivemos. O valor final de despesa da última época ultrapassou os 10 milhões de euros e os prejuízos acumulados são de 8,4 milhões. Só no ano passado foi de 4,7 milhões».

Em situação de falência técnica há mais de dois anos, a SAD azul estava obrigada a apresentar soluções para o problema. Viana de Carvalho apresentou três alternativas aos accionistas, que, agora, terão de decidir-se sobre qual o melhor caminho a percorrer.


«Dentro das soluções positivas, temos três hipóteses. A primeira implica entrada de capital de 11,9 milhões de euros, a segunda é a chamada operação harmónio na qual terão de entrar 7 milhões de euros e a terceira a operação harmónio-serpente, na qual o capital terá de ser reforçado com 3,5 milhões numa primeira fase e mais um na fase seguinte», explicou Viana de Carvalho a A BOLA.

Viana de Carvalho defende a terceira opção – a operação harmónio-serpente – e explica as razões: «A terceira parece ser a melhor porque implica a entrada de menos dinheiro, logo é mais fácil de conseguir».

Ao contrário do que chegou a ser escrito, o problema da SAD não pode ser resolvido com a venda de jogadores, pois essas verbas só podem dar entrada nas contas como receitas, pelo que não poderão servir para aumentar o capital social da mesma. «Essa é uma situação que permite reduzir o passivo, mas não resolve o problema do capital», frisou Viana de Carvalho.

O presidente do clube e da SAD azuis não consegue dizer quanto tempo poderá demorar até que seja escolhida a solução. «Esta é uma questão que, agora, depende dos accionistas, que devem ponderar as várias soluções e pronunciar-se. O tempo para resolver a situação depende, pois, dos accionistas, nos quais o clube se insere. Enquanto presidente do clube, irei promover também uma ponderação das soluções a nível interno».

Perante tantos números e contas, Viana de Carvalho quis, no entanto, deixar uma palvra de esperança aos adeptos do clube. «A situação de tesouraria está controlada e vai continuar a estar, apesar de difícil. Não vamos deixar que entre em descontrolo. Temos que ir resolvendo os problemas todos os dias. Naturalmente, quando o volume da dívida a curto prazo é grande, os problemas são grandes», disse, frisando a importância de o orçamento ter sido aprovado. «Com a redução muito substancial das despesas e com uma previsão de proveitos muito realista, sem expectativas, estaremos a salvo de agravar os problemas».

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Belenenses – A situação financeira



Notas Prévias:

Recupero aqui as declarações públicas do coordenador da comissão de gestão, publicadas no Recor e também no Futebol Finance, em 8 de Dezembro de 2008, declarações essas onde se poderá constatar que à data em que foram proferidas haveriam cerca de 3.ooo.ooo de euros de passivo.

Partindo do príncipio que estamos a falar de futebol, fácil é concluir que desde essa data até ás eleições, teve a habilidade de acrescentar mais 1.700.000 ao passivo da SAD, passivo esse que foi recentemente aprovado na Asssemblea Geral da SAD, tendo a Administração actual ficado incubida de accionar soluções para inverter a aactula situação de déficit e de falência técnica.

Isto porque a partir do momemnto em que é realizada a AG da SAD, sendo apresdentado um passsivo superior a metade do capital social da Sociedade, entra-se de imediato no Artigo 35º do Código das Sociedades, isto é, estamos tecnicamente falidos, sendo certo que só 1 milhão são devidos a Jaime Pacheco e restante equipa técnica.

Ele não comprou aos contentores, mas toamara que não tivesse celebrado contratos de longa duração


Em entrevista ao jornal Record, o Líder da comissão de gestão do clube, João Barbosa que tomou posse em Setembro, fala da situação financeira que encontrou no clube do Restelo. Confirmando desta forma que o défice de tesouraria nesta temporada ascende aos 3 milhões de Euros. No inicio da época com a intenção de reduzir a massa salarial do clube, foram adquiridos 20 jogadores, na sua maioria Brasileiros. No entanto com um plantel de 33 jogadores e devido ao défice da tesouraria, o clube planeia dispensar ou rescindir com cerca de 6 jogadores, podendo dessa forma poupar mais de 1 milhão de Euros anuais em salários.

O responsável pela gestão do clube de Belém, confirmou também que o clube contraiu junto de instituições bancárias um empréstimo no valor de 5 milhões de Euros, do qual pagou até ao momento 116 mil Euros. O passivo do clube situa-se no 10 milhões de Euros, sendo que 3 milhões de Euros são juros contratualizados relativos ao empréstimo bancário. Com 10.912 sócio pagantes e com as receitas dos direitos televisivos já vendidos até 2011, torna-se difícil ao clube encontrar formas de gerar receitas, no sentido de equilibrar as suas finanças.

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Grandes devedores: um fenómeno luso-patológico



Antes de mais, os meus parabéns à rapaziada do andebol, modalidade esta que tem sido muito esquecida pelas sucessivas direcções do Clube em nome de mariquices e modernices que nos tem custado um sobreendividamento mascarado de ecletismo.

O signatário vai tendo uma larga experiência em gestão de dívidas. Foi assim no ex-IGAPHE, em que os moradores mais depressam ficam a dever a rendinha de casa que a prestação ao banco, depois de adquirirem a a casa e é agora na SS. Isso dá-me alguma tarimba no assunto e, também, confesso, ao meu progressivo endurecimento do modo de ver o fenómeno. Deixei de ter a complacência que já tive, tanto mais que as dívidas ou os pagamentos ao Estado, embora alguns configurem o mesmo regíme legal do sector privado é o último sítio onde o devedor paga.

Por sua vez, considero intolerável que um membro deste governo, cuja incapacidade já vai sendo por de mais evidente, receba e, pelos vistos, volte a receber um representante daquilo que mais faria condenar qualquer pessoa: o de não pagar as contibuições ao Estado, quase que dando um prémio de consolação pelo facto.

Depois, já vai sendo tradicional que os representantes governamentais endossem as suas responsabilidades para os funcionários públicos. Em especial, este governo, que resolveu estar em guerra com o País. Normal, portanto.

Ao contrário, não vejo os membros do governo a terem um simples gesto público, ou tornado público, para salvarem as centenas de empresas realmente produtivas do sector primário da economia.

Anteontem, ao ler as declarações do capataz do Estrela da Amadora, sorri e lembrei-me do que muito também se passa na loja onde trabalho.

Os sitemas de controlo e cálculo de dívidas ao Estado diferem pouco entre a Segurança Social e o a DGCI e os ajustes em cada sistema têm mais a ver com a especifidade da legislação aplicável a cada caso que ao cálculo ou determinação de dívidas propriamente dito.

E tais sistemas estão cada vez mais aperfeiçoados, simplificando bastante o trabalho que já foi mais moroso e trabalhoso que hoje é em relação ás dívidas de grandes devedores, as quais precisam de serem analisadas e só depois se conclui se um contribuinte tem ou não razão.

Pelo que ao comum dos cidadãos se vai pasasndo a mensagem, não é crível que um devedor ao fisco entre na galeria dos grandes devedores, se não o for e se a dívida não tiver sido analisada. Julgo que toda a gente deve perceber isso.

Aliás, o capataz do Amadora não contesta de que deve, apenas o quanto se deve.

Como qualquer contribuinte sabe, basta ir ao site das declarações electrónicas e consultar os grandes devedores, quer do fisco, quer da SS e ninguém vai para lá se não houver um critério para tal. Que isso fique bem entendido.

Alguém se tramaria e eu não queria estar na pele desse alguém. Mas sinceramente duvido que tal tenha ocorrido.

O contrário também é verdade. Isto é, assistir-se à existência de grandes devedores, os quais deixaram há muito de pagar seja o que for, só deixaram é de saber há quanto tempo não pagam. E daí para cá, será que a dívida ficou imutável?

A gestão da dívida de contribuintes é um peso de monta nos sistemas, porque há mais devedores nestas condições que se possa pensar. Aliás, quem acompanhar os relatórios públicos desta matéria saberá que assim é, bem como os relatórios do Banco de Portugal para não já falar de alguma boa informação prestada pelos jornais da especialidade, como seja o Jornal de Negócios. Basta, aliás, atentarmos na impresionante média mensal de encerramento de empresas para termos uma noção, vaga, diga-se, da realidade das dívidas fiscais, das dívidas à SS e das dívidas ao sector bancário.

Basta, também, atentarmos para o índice de endivadamento das famílias portuguesas que já ultrapassa os 110% para sabermos como a coisa está preta.

As empresas passam por inúmeras dificuladdes financeiras e isso é do conhecimento das entiaddes bancárias, da SS e do Fisco, e justamente por isso, aperfeiçoaram os sistemas de controlo de dívidas e apertaram o crivo da concessão de empréstimos ou a tolerância para negociar o pagamento diferido de dívidas através de planos prestacionais.

Os grandes devedores sempre foram um grande problema nos sistema, os quais, genericamente, custam a admitir que devem assim tanto. Têm uma vaga idéia da dívida e por aí se ficam, pelo que a reacção do capataz do Amadora configura, a meu ver, a reacção normal destes casos.

Não admito é que possa haver tais discrepâncias entre valores certificados e valores reais.

Se houverm valores certificados é porque todos os números, na certa, foram trabalhados e correspondem á realidade daquele momento. E daí para cá será que o devedor mantendo a sua condição de devedor não terá aumentado exponencialmente a dívida? Lembro que os juros sem PEC são altamente caros - diga-se que a principal vantagem dum PEC é a conscessão de bonificação de juros, nos termos do Decreto-Lei nº 124/96.

O presidente do Estrela da Amadora, que se reuniu esta semana com o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, disse que "a dívida apresentada na reunião não condiz com os valores do clube".

Em declarações à Agência Lusa, António Oliveira garantiu que há uma "diferença substancial" entre os valores apresentados e o que o clube realmente deve.

"O técnico oficial de contas, bem como o revisor, estão a recolher toda a documentação necessária para demonstrar que o valor apresentado pela Administração fiscal não é real, isto já incluindo os juros. Estamos a falar de uma diferença substancial, que implicava que o clube tivesse um valor de receitas que não tem", disse o dirigente.

O presidente do Estrela da Amadora frisou, assim, que se deparou com um valor que não é o que está na certidão da Administração fiscal no dia da reunião, no inicio da semana, com o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo.

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Os homens sem sono



Diversos relatos têm chegado até mim sobre o estado deplorável com que esta direcção se viu a braços após a tomada de posse.

De facto, os vários sinais aqui chegados dizem-me que Viana de Carvalho e Miguel Ferreira herdaram uma situação bem mais complicada que o pior cenário que eles próprios julgavam ir encontrar.

Não só desportivamente, mas tabém e sobretudo na questão financeira, onde o estalo é bem maior que todos nós podemos imaginar e será bom que edixemos que esta direcção consiga limpar o monte de asneiras careadas para o interior do Clube e da SAD, sendo certo que a título de exemplo, Sequeira II fez um orçamento para a SAD na ordem de 6 milhões de euros, acabando o "festim" em nos ficar em 10 milhões de euros.

Um pequeno devio de cerca de 67%. Coisa pouca para tão grande Clube que vai suportando todoss os asneirómatros que por lá vão passando, bem como os fixos prejuízos anuais de cerca de 1,4 milhões de euros no Clube à pála das modalidades, as quais, como é sabido, lá vão fazendo por existir, dado que as eleições quando se fazem, deixam por completar o quadro dos seccionistas e directores que por lá estão e que não arredam pé, esteja lá quem estiver na Direcção.

Nos dias que correm, isto acaba por ser já uma verdade adquirida e vem demonstrar à saciedade da leviandade das seguintes situações:
1. ter-se permitido que Sequeira Nunes e Ramos Lopes tivessem escolhido o Fernando Sequeira para gerir os destinos do Clube e irem afsatando potenciais cncorrentes ao acto eleitoral, como foi evidente para todos o afastamento pelo conselho de anciãos do consócio Luís Batista;

2. ter-se permitido por votação em Assembleia-Geral:
2.1. a "dispensa" do então Conselho Fiscal e Disciplinar presidido pelo Dr. João Neves e
2.2. ter-se aprovado, à revelia desse CFD e com o seu parecer negativo, embora não expressamente solicitado, um leviano empréstimo que ao comum dos sócios que o aprovou não custa nada, mas ao Clube pode hipotecar o seu futuro.

Como foi possível aprovar-se um empréstimo sem se saber que contas iria pagar, sem se saber o estado financeiro das contas, do estado da execução orçamental, se se estavam a cumprir os pressupostos de uma gestão por duodécimos, de que devedores falavamos e que vícios se queriam manter com tal dinheiro?

2.3 ter-se sancionado uma maioria simples em maioria qualificada para indigitar uma Comissão de Gestão, a qual afinal veio a poupar coisa nenhuma.


Ou seja, se é um facto que os ex-jogadores ainda por cá andavam para receber a desvinculação, tal como o Alex, o mais caricato foi ter-se contratado jogadores com contratos plurianuais, obrigando, agora, a direcção a uma tremenda ginástica para se ver livre de jogadores que não interessam nem ao Menino Jesus.

As notícias pós acto eleitoral têm sido todas elas aterradoras e não fosse uma certa contenção de palavra por parte dos dirigentes eleitos, teríamos muito mais lama no nome do Clube.

Podem crer que quando oiço determinadas vozes muito apreensivas sobre os muitos zeros contidos nas nossas contas, posso garantir que os homens eleitos recentemente terão de ser homens sem sono para poderem queimar etapas todas elas armadilhadas com asneiras sucessivas cometidas no passado recente.

No estado em que o nosso Clube actualmente se encontra, confesso-vos nnca o senti tão debilitado quanto hoje o sinto, sinto uma tremenda vontade de dar um murro na messa e dizer algo como o Vilarinho recentemente disse e que o João Pela aqui trouxe noutro dia, quando ele diz isto:

Quanto às modalidades: "O título de basquetebol não me diz nada. Já sei que amanhã vou ser criticado mas as modalidades são um sorvedor do dinheiro do futebol", .

É que o signatário tem mantido o mesmo rumo no meu discurso, e disso sou acusado em dizer mal.

Pois, se dizer mal é dizer as verdades, então continuarei a dizer mal.

E na linha do Vilarinho direi que estou nas tintas para os troféus que eventualmente futsal ou rugby possam ganhar se o que está em causa no nosso Clube já é algo mais que o que Vilarinho idfentificou no clube dele.

Está em causa o Futro do Belenenses e o futebol do Belenenses.

Só...Quando é certo que estamos num Clube que em 26 de Maio de 1946 foi campeão nacional.

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Garantias patrimonias ou falta delas



Não só os jornais, mas em especial os associados do Belenenses vão falando das dívidas do nosso Clube. Das que existem e das qeu não existem, como se não houvesse Vida para além do Orçamento como diria em tempos o Sampaio, que até era bom rapaz.

É certo que Fernando Sequeira lixou o Clube e é certo que ele percebia tanto daquilo como um boi a olhar para um palácio, uma vez que conseguiu convencer os associados a fazerem aprovar um miserável empréstimo não na base duma qualquer fundamentação lógica, tanto mais que se borrifou no Conselho Fiscal, mas sim na base do populismo e da criação dum ambiente propício a tal desenlace, coisa da arte da Política pura e dura.

Todavia, não poderei acusar isoladamente o Fernando Sequeira como se não tivesse tido autorização para borrar a pintura a seu belo prazer.

Pelo contrário, e muito embora me tenha sentido durante bastante tempo não só uma espécie de D. Quixote a tentar chamar a atenção dos associados para o logro em que estavam a cair, senti-me não só sózinho na minha vã tentativa de chamada à razão, apenas me tenha sentido acompanhado pelos membros do então Conselho Fiscal, com destaque para o Dr. João Neves.

E não só as minhas tentativas foram inúteis nesse sentido, como fui ofendido de todas as formas e feitios, como poderei provar a todo o instante, se um dia para aí estiver virado em exibir aqui comentários não editados, alguns com IP's bem identificados e localizados. Muitos deles, diga-se, algo encomendados.

Também o autor do blogue A Grande Loja do Queijo Limiano nos deu aqui uma achega sobre a personalidade do então presidente, ora fugitivo. Tudo em vão. A cegueira instalada do mito da gestão danosa era tão grande que os associados ofuscados pelo iluminismo que de repente se instalou no Restelo ofuscaram as mentes mais brilhantes que já passaram pelo Restelo.

Até que os poucos que tentaram fazer algo pelo Clube, onde felizmente sem pre me incluí (e ainda há quem diga que nada faço pelo Clube), daí que a consciência não pese em nada do que ora sucede ao Clube, chegaram à conclusão que os associados após a tão apregoada mentira da alegada "gestão danosa" do Cabral Ferreira, só poderia haver, para eles, por exclusão de partes, um gestor competente, saído da corja política dos independentes, os quais parecem aparecer nos partidos políticos como atestados de conformidade ou de qualidade, quando isso só ocorre a espaços.

Apesar de tudo o que ora passamos, o Belenenses, a meu ver, é ainda um Clube altamente credível. A sua credibilidade é, aliás, mais contestada internamente que externamente, sendo certo que os associados fazem questão de superar as leis conjuntas do Maquiavel e do Kafka, no processo de destruição de Imagem do Clube.

Para já, embora por uma diferença diminuta, ainda houve bom senso suficiente para não se dar cabo do resto, caso os resultados eleitorais fossem diferentes do que foram. É minha firme convicção que se os resultados eleitorais fossem diferentes, os riscos de o Clube desaparecer a médio prazo eram elevados, estando, de resto, à vista, o resultado prático do adiamento do acto elitoral: o adiamento da demissão do time do Bessa e a consequente descida por uma escassa falta de vitória num só jogo (Nacional, p.ex).

A terem sido como 44% queriam - lá está o defeito da democracia quando mal exercida, então, quase garanto que o Clube fecharia portas a médio prazo, embora detenha um impressionante e valioso património, o qual não tem comparação com a larga maioria dos seus pares.

Aí surgem as garantias que o Belenenses sempre pode dar, ao contrário de outros e vou citar coisas que vou conhecendo de perto, embora kilometricamente um me fique menos a jeito, mas não em razão diercta do desconhecimento do caso.

E falo da surpreendente tentativa de Vitória de Setúbal ou do Estrela da Amadora tentarem participar na Liga, e já nem falo na I Liga, mas em qualquer Liga.

Patrimonialmente, são entidades destituídas de bens próprios isentos de hipotecas ou penhoras.

Em sede de tesouraria não existem, com ratios profunadmente negativos para resolução dos problemas do quotidiano.

Tenho dificulades em entender como é que poderão sentirem-se como Entidades Empregadoras, quando é certo que não podem sequer garantir o pontual pagamento dos salários dos seus funcionários ou dos seus jogadores.

E no caso do Vitória de Setúbal, a coisa é bem mais grave, porquanto a SAD actual é já uma Sociedade Irregular, sendo certo que o respctivo ROC julgo já ter solicitado, nos termos legais, a intervenção do poder judicial, atento o prazo já decorrido sem órgãos sociais.

Nem o próprio Clube tem órgãos sociais eleitos em efectividade de funções, nem sequer havendo uma Comissão de Gestão legalmente eleita, apenas uma intitulada comissão de reflexão que vai assumindo os comandos do Clube e da SAD sob o nome de comissão de gestão.

O caso do Estrela da Amadora em sede de poder dar garantias para obter diferimentos de pagamento de dívidas é não só complicado, como inexequível, excepto se houver a tal "vontade política" de viabilizar um projecto falido, e consiste aparentemente no seguinte: sobreavaliar o valor do património do Clube, por forma a exceder o valor já penhorado ou hipotecado, restando aqueles cobres para darem de garantia a um qualquer plano de pagamentos, caso tal saldo seja igual ou superior ao valor exigido para garantirem os pressupostos financeiros exigidos pela Liga.

Ora, se bem leio a prática dos últimos meses, quer dos bancos, quer das comissões avaliação dos serviços de finanças, a tendência é para baixar os valores patrimomiais dos imóveis e não o inverso. Suponho que do ano passado para este ano, grosso modo, e variável por cada entidade avaliadaora, o decréscimo na avaliação atinge em alguns casos os 10%.

Os artifícios contabilístico ou financeiros, a chamada engenheria financeira aplicável a estes dois casos, apenas garante ou pode garantir a inscrição na LIga, mas não garante o pagamento de salários.

Em ambos os clubes, o que se está a fazer é tentar de qualquer jeito garantir as receitas das tv's, via I Liga, única forma de garantir receitas que sustentem os tais presupostos. Só que os contratos das trassmissões dos jogos via tv's só se podem observar após o cumprimento dos pressupostos da inscrição na Liga, nomeadamente, após o sorteio.

Há falta, para não ser dizer ausência, de regulamentação que fiscalize com a necessária pontualidade do exacto termo com que os clubes da Liga, I e II Ligas, se apresentam no início da época ás competições e a meu ver, as garantias prestadas quase são na base do compromisso de honra e pouco mais.

Daí a assistir-se a toda esta confusão no futebol luso, com um poder quase vazio da própria Liga, o qual se fosse exercido na sua plenitude teria de abanar a árvore e, para surpersa de todos, o Belenenses acabava por não cair da dita por ainda deter capacidade de conferir garantias.

Mas aqui, atenção, só não cairá da dita se largarmos de vez alguns anéis, que é como diz despesa.

Ou será que a crise económico-financeira mundial não chegou, ainda, ao Restelo?

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Dívidas e o caso espanhol



Notas Prévias:

Li, com algum espanto, devo confessá-lo, que o Belenenses teria dívidas para regularizar por efeitos do eventual não cumprimento do PEC.

E o meu espanto é tanto maior, porque ainda vou acompahando, quando para aí estou virado ou arranjo tempo, como vai o meu Clube ou a SAD do meu Clube em matéria de dívidas à Segurança Social.

Enfim, a SAD do Belenenses lá disse aquilo que eu tinha imensa vontade de o escrever, pelo que me fez o favor de não me obrigar a trair o meu sigilo profissional. Então, cá vai o que a SAD disse, e bem, acerescente-se sobre a questão do PEC:

A Administração de «Os Belenenses» Sociedade Desportiva de Futebol, SAD vem por este meio prestar o seguinte esclarecimento:

Surgiram hoje notícias na Comunicação Social fazendo referência a atrasos de pagamentos relativos ao Plano Extra-Judicial de Conciliação (PEC).

Para o cabal e inequívoco esclarecimento do assunto, informa-se que estes pagamentos se encontram regularizados de acordo com o contratualizado e nos prazos definidos.

Já agora, gostava de solicitar aos sócios e adeptos do Belenenses que investigassem a origem deste tipo de perniciosas notícias e, se formos investigar a coisa bem a fundo, ás tantas temos a meia surpresa de a fonte de tais notícias serem dos famosos corredores de Belém, daqueles que julgam possuir os segredos do Belém, como se da 3ª parte do segredo de Fátima se tratassem.

Os problemas do Clube já são de dimensão elevado, pelo que fazê-los cair em exponencial apenas agravam a nossa possiblidade de melhor podermos negociar com os que contratamos serviços ou patrocínios.

E eu tenho a quase absoluta certeza que tal tipo de informação para os jornais tem origem em alguém que esteve ou estará perto do poleiro, notícias puramente fabricadas com interesse de mesquinhez pessoal. A chamada dor de corno.

E essa certeza é-me dada pelas orientaçõpes internas sobre o sigilo profissional de todos os que trabalham na Segurança Social, os quais poderão ser pura e simplesmente despedidos com justa causa se veicularem a terciros matéria que só dfiz respeito a duas partes: a SS e o contribuinte.

Mas esta coisa de PEC tem algo que se lhe diga e já agora, e porque isto é da lei, quando um jornal sair a dizer que o PEC da entidade X está por regularizar, ás tantas, nos termos da legislação em vigor sobre a matéria, já estará em processo de extinção do referido acordo, nos exactos termos das respectivas cláusulas de rescisão. Ex. vi
Decreto-Lei nº 124/96, de 23 de Março e Decreto Lei nº 235-A/96, de 9 de Dezembro, bem como a Declaração de Rectificação n.º16-D/96, de 30 de Novembro

Este esclarecimento não trai o sigílo profissional a que sou obrigado, antes esclarece os que nada sabem sobre a matéria.

Mas a questão das dívidas não é assunto meramente nacional, porque se formos olhar para um estudo do El País ás contas dos clubes profissionais de futebol em Espanha, veremos que a coisa é bem mais negra que em Portugal. Apenas por cá somos mais papistas que o papa e não consta qiue a Liga Espanhola vá expurgar 18 dos 20 clubes devedores da referida Liga, apenas se salvando o Real Madrid e o Barcelona em artificios contabolísticos..

O futebol espanhol, com um endividamento dos clubes da primeira divisão superior a 3.400 milhões de euros, está à beira do abismo financeiro e devia ser mais regulamentado, afirma hoje o diário El Pais.

A ruína ameaça o futebol”, escreve o jornal madrileno na sua edição de hoje, afirmando que os efeitos conjugados da crise económica com uma fuga para a frente financeira põem em risco a indústria do futebol em Espanha.

Um estudo da Universidade de Barcelona estima que a dívida acumulada dos clubes da primeira divisão espanhola ascendia em 2008 a 3.440 milhões de euros, com Real Madrid, Atlético de Madrid e FC Valência a apresentarem um endividamento superior aos 500 milhões de euros cada um.

O estudo indica que na temporada passada, entre os clubes da Liga, apenas o Real Madrid e o FC Barcelona, com os seus orçamentos de mais de 300 milhões de euros, ganharam dinheiro, enquanto todos os restantes clubes apresentaram resultados negativos, com destaque para os prejuízos de 44 milhões de euros do Valência.

O jornal sustenta que esta situação é consequência de uma fuga para a frente dos proprietários dos clubes, que se endividam em excesso para comprarem jogadores e pagam salários demasiado elevados, com o objectivo de manterem as equipas na primeira divisão.

O El Pais assinala a falta de controlo da Liga Profissional de Futebol (LPF) e do Conselho Superior dos Desportos (CSD) sobre os clubes de futebol da Liga e acusa aquelas organizações de laxismo face a esta crise financeira.

O diário madrileno defende que, para sanear a situação, as autoridades governamentais e desportivas de Espanha deveriam constituir órgãos reguladores mais rigorosos, à imagem de outros países, como a França.

A crise económica, que afasta os patrocinadores, em particular do sector da construção, e reduz as receitas das transmissões televisivas, acentuou nos últimos meses a pressão financeira sobre os clubes de futebol, adianta o El Pais.

O jornal destaca que, apesar disso, o candidato favorito à presidência do Real Madrid, Florentino Perez, manifestou a intenção de gastar 250 milhões de euros no Verão para contratar vedetas como o brasileiro Kaká, do AC Milan.

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Os passivos não deixam espaço à competição



Se há a ssunto no Belenenses que os jornais muito gostam de espiolhar e dar à estampa é o Affair Dívidas. Então aquando dos periodos eleitorais saiem sempre à estampa as dívidas de cada clube que promova eleições.

Só não vislumbro semlhante grau de preocupação com determinados outros emblemas, sendo certo que a moda é dever dinheiro. Muito dinheiro, para o gosto do comum dos mortais e para o gosto de muitos contribuintes e em especial para os deempregados deste país, cada vez em maior número.

A serem verdade os passivos dos clubes profissionais, melhor farei entender a minha tese, já que o Belenenses é sinalizado com um passivo de 8,4 milhões de euros, mas tem um património quase intacto (maldito empréstimo), além de ter suficientes receitas para poder responder com maior segurança que outros emblemas, além do que há por ali muitos enganos e quase de certeza que haverão maiores desquilíbrios do actvo/passivo e, principalmente do passivo a curto prazo.
Quando digo que o Belenenses tem suficeintes receitas para não se perocupar com o nosso passivo quero dizer que se fizermos uma análise de balanços dos items do activo e dos correpondentes items do passivo, certamente que a coisa não fica tão complicada. Pior ficará se o passivo a curto prazo for superior aos do médio e longo prazos.
Mas melhor ficaria se abdicasse de alguns anéis para ficar com os dedos principais de cada mão e que são o polegar, o médio e o indicador. Os outros são acessórios, segundo me disse um médico.

É um regalo para os jornalsitas quando lhes cheira a sangue e o sangue faz a notíccia e conquista audiências. Sobre isso, não há nada a fazer.
O Belennses, por muito maus bocados que tenha passado no passado e no presente, é um clube com visiblidade e, pior que isso, está à mão de semear dos jornalistas, sendo certo que há jornalistas que terão melhor conhecimento do Belenenses que a grande maioria dos associados, o que me chateia.

Mas o Beelnenses pode, e deve, gerar mecanismos internos que impeçam a saída de notícias deste teor e outros menos agradáveis para a comunicação social.
Pode deve criar filtros ou uma gare de triagem da informação e para isso, sugiro vivamente ao recém empossado Viana de Carvalho que seleccione entre os seus pares alguém que corporize um Public Relation para a comunicação Social, inserido numa estrutra mais abrangente que corporizasse também o marketing.

Não é querendo dizer como se faz, mas basta limitar os movimentos não só dos jornalistas, mas de alguns associados e outros que não o são lá do "Espaço Restelo" e muitas coisas deixam de se saber cá fora. Por vezes, dou comigo a pensar que afinal sei mais do Clube do que aquilo que devia saber, para mal do Clube se a informação for mal utilizada.

Confesso que eu, na qualidade de associado, algumas coisas que sei e a bem da Imagem do Clube, prefiro guardá-las para mim, do que, por exemplo, dá-las aqui à estampa como se fosse algo de sensacional.

Aliás, este facto levou-me a em tempos ter de optar por reduzir a forma de terceiros aqui escreverem o que bem entendem nos seus comentários e acreditem que se eu fosse validar todos os comentários, ainda meteria mais o nome do Clube na lama, porque há muitas informações que não sendo dadas por mim, constam, no entanto, da caixa de comentários pendentes do haloscan.
Lá está a minha veia anti-democrática., como recentemente disso fui apelidado. Já tentaram que fosse comunista, já fui do PS, sou socialista convicto e não me revejo neste PS, mas essa de anti-democrata é nova.

Não era nada que eu não estivesse à espera, porque isto de gerir um clube desportivo com a dimensão do Belenenses não é para muitos. E na questão dos dinheiros é preciso ter-se muito bom senso como se gere um bem tão escasso.

Pode-se pensar que se percebe daquilo, mas lá chegados, poucos são aquelse que, em boa verdade, sabem dar conta do recado.

Viana de Carvalho tomou posse e era mais que certo e sabido, atenta até a forma como a anterior comissão de gestão falava de dinheiros e de passivos, com oscilações de valores até assustarem um aluno da 4ª classe que as novidades não seriam muito boas para nós.

Não havia uma única vez em que ao falarem de passivo o valor era igual ao anterior. E aquilo oscilava entre os 16 milhões e os 3 milhões.

Agora, vamos sabendo a conta-gotas que devemos, para já:
1. à volta de € 300.000 à Lusifor
2. à volta de 1,5 milhões de euros aos jogadores de futebol
3. à volta de nuita massa em impostos (não posso falar em SS, embora esteja a ver os números e ainda porque o dossier está a ser tratada pelo Centro de Lisboa).
4. devemos dever ainda a massa ao Almada pela formação do Mano e pela utilização do Pragal
5. o Clube deve à volta de 6 a 7 milhões que representam os seus cerca de 53% na SAD. Cá setá o passivo da nosas SAD: a dívida do Clube á sua setrutura de futebol ou, dito à Belenenses, à modalidade futebol.

Em matéria de dinheiros, entendo que a Direcção devia ser muito mais ponderada que foi a anterior comissão de gestão, o que não será difícil, porquanto esta última, não sei porque razão, entendia ser ela a divulgar o que estava em dívida aos jogadores, não entendo em nada a postura assumida pela CG, tanto mais que não estava aqui em causa a CG, mas sim a SAD e isso foi mais uma das grandes confusões de Barbosa, naquela misturada que fez de Clube e SAD.

Se imaginarem que há um clube que pediu a outro bem mais modesto umas sandes para os jogadores, vejam só ao que esse clube terá chegado.

É que o Belenenses em matéria de contas precisa urgentemente de reequilibrar o seu crédito na praça pública, quando não adeus ó víndima.

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Metade dos clubes tem salários em atraso



Metade dos clubes que disputam as ligas profissionais de futebol tem salários em atraso. O caso mais grave é o do Estrela da Amadora, com sete meses por pagar. Hermínio Loureiro, líder da Liga de Clubes, admite a mancha e aponta soluções.

O flagelo dos salários em atraso no futebol português abrange metade dos clubes, nas duas divisões profissionais. A maioria dos emblemas que não tem os pagamentos em dia regista um mês por pagar, mas há casos mais graves, como o que afecta o Estrela da Amadora, que, ainda por cima, é reincidente.

Ainda há quem pague a tempo e horas, com destaque para os três grandes, que têm todos os salários regularizados, mas o certo é que metade das 32 equipas que disputam a Liga e a Liga de Honra tem vencimentos em atraso. Bem conhecido é o drama do Estrela, com sete meses em falta, apesar de dois terem sido pagos através do fundo de garantia salarial do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF). O problema, além da dimensão social, tem provocado greve aos treinos, num clube já habituado a ser notícia por sucessivos incumprimentos, mas que consegue "fintar" os regulamentos e manter-se em competição, apesar de os jogadores puderem rescindir em bloco. "É uma situação que mancha a imagem do futebol português, mas a Liga tem em marcha soluções que vão apertar o cerco aos incumpridores", realça, ao JN, Hermínio Loureiro, o presidente da Liga.

O organismo já anunciou a intenção de impedir o acesso às provas profissionais da época 2009/ /10 a quem tiver salários em atraso em Maio. A medida, confirmou Hermínio Loureiro, vai a votos em assembleia geral, até ao início de Maio.

"Importa fazer um apelo à moderação salarial e criar mecanismos que evitem estas situações. O licenciamento dos clubes tem de ser feito com maior rigor", defende o líder da Liga.

Além do Estrela da Amadora, igualmente complicada é a situação do Vitória de Setúbal, com quatro meses em atraso, há ainda os casos de Belenenses e Leixões, ambos com dois meses por pagar, enquanto o trio Nacional, Marítimo e Académica tem um mês em atraso, embora exista um acordo com os jogadores de receberem apenas, ao dia 20 de cada mês, o salário do período anterior. Numa nuance que virou moda em alguns clubes, a Naval já tem pago os salários a prestações. Nesta altura, o clube da Figueira da Foz tem parte do mês de Março por pagar, o que espera fazer na próxima semana. Já o Paços de Ferreira "saltou" da lista dos incumpridores, ao pagar, ontem, o mês de Março.

Na Liga de Honra, Boavista e Varzim, com quatro meses em atraso, protagonizam os casos mais graves, mas a lista dos incumpridores envolve ainda Estoril, Beira-Mar e Portimonense - todos com dois meses por pagar -, e Vizela e Gil Vicente, ambos com um mês em atraso.

Apesar de metade não pagar a tempo e horas, há jogadores nos plantéis dos clubes incumpridores que têm salários em dia, dado que estão em situação de empréstimo e os vencimentos são pagos, regra geral, pelas equipas de origem.

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Á atenção dos incautos: Dias da Cunha prevê fim do Sporting em 10 anos




Aquilo que se vai passando no futebol português, por regra, passa sempre ao lado do fenómeno que é o Clube de Futebol "Os Belenenses", o qual tem para os próximos dois anos duas listas a concurso em que:
1. uma diz que não ficará um cm2 sem ser utilizado na competição desportiva e
2. outra diz que vai pugnar pelo ecletismo.

Depois, a gente olha para o lado, e eu como faço questão por não andar distraído face à falência generalizada do futebol e, antes dele, das modalidades ditas amadoras na generalidade dos clubes, os quais tomam uma de duas posições:
1. ou vão acabando com elas
2. ou vão concedendo a clubes satélites que tomem conta de algumas suas actividades como seja o caso do Marítimo e União da Madeira terem delegado no Madeira SAD o andebol profissional e o Braga, via Câmara Municipal, ter delegado no ABC o dito andebol. Outros exemplos podiam aqui serem citados de outras modalidades, mas fiquem-nos pela modalidade que mais espectáculo gera, logo a seguir ao futebol: o andebol.

Nós, para além do andebol que já havia nos moldes actuais, temos vindo a introduzir mais vícios e ninguém ousa acabar com eles.

Depois, queremos ter um futebol competitivo quando é certo que o clube quase não desvia um tostão para a SAD de que é maioritário e depois afunda-se nas contas à pála das modalidades.

Aliás, se eu quisesse acreditar naquela coisa dos 16 M de pasivo que a CG em vésperas eleitotarias deitou cá para fora e nos 6,2 M de passivo da SAD, direi que o pasivo da SAD equivale à dívida do Clube à SAD, mais fazendo lembrar-me de um relato de uma observação dum accionista em AG da SAD: "Coitado do Clube que não pode pagar mais do que já paga à SAD". Lindo, não é? Paga-se ás modalidades, pois então.

E como o Complexo Desportivo do Restelo ficou cheio a abarrotar de edifícios em 2003 com a introdução de mais um pavilhão ilegal, ainda querem lá fazer o quê?


Portanto, se olharmos para o lado em que vemos que os nossos parceiros arranjam nomes sonantes para dirigir os seus clubes, nós não arranjamos mais que um João Barbosa ou um Viana de Carvalho, os quais ao lado dos restantes são pigméus.

E agora atentem nas palavras do Dias da Cunha, o tal que despoletou não só a descoberta do "sistema", como do "Apito Dourado", no que concerne ao cLube de Alvalade.

Depois, ninguém diga que não foi previamente avisado do que o futuro nos reserva a persistir-se nesta esupidez do eceltismo.


O antecessor de Soares Franco na presidência do Sporting vai faltar ao "beija-mão" que considera ser o oitavo Congresso do Sporting.

O evento acontece depois de um interregno de 13 anos, reunindo 414 delegados e mais de 200 recomendações, com o objectivo de preparar o clube para o futuro.

"Se isto for levado por diante e os sócios não se opuserem, o Sporting, daqui por 10 anos, já não existe. E estou a ser optimista", criticou Dias da Cunha, referindo-se ao plano de reestruturação financeira do Conselho Directivo, liderado por Soares Franco, que fora seu vice-presidente.

Segundo Dias da Cunha, ainda está por explicar o plano de emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) de 55 milhões de euros "e a passagem dos únicos investimentos que ainda restam" (a Academia de Alcochete e o Estádio José Alvalade) para a SAD dos "leões", segundo o projecto da actual direcção, visando reduzir o passivo dos actuais 245 milhões de euros para 141 milhões de euros.

O antigo presidente sportinguista teme que a SAD "caia" depois em mãos que não as dos sócios do clube, já que o domínio daquela sociedade anónima ficará para quem possuir "a maioria dos papéis do empréstimo obrigacionista", na sua opinião.

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Terrenos do Estádio do Bonfim estão penhorados



Notas Prévias:

Vou inteirando-me da situação aflitiva que o Vitória de Setúbal vem atravessando, uma vez que tal é tema de muitas conversas aos almoços, dado os iteresses instalados por particulares no clube local e atento o facto de a respectiva CM em nada dar fazendo de conta que vai dando alguma coisa.

O certo, certo, é que o Vale do Rosa já era.

O certo, certo, é que um clube sem património deixa de o ser, mais a mais quando uma CM está sujeita a um contrato de viabilização financeira por efeitos da desgraçada gestão socialista em nome de Mata Cáceres na respectiva autarquia, obrigando os munícipes locais, como eu, a pagarem pelo máximo nos impostos autárquicos.

Com a condição de não haverem mais desvarios financeiros.

Vistas bem as coisa, o Setúbal e o Belenenses quase estão equiparados, uma vez que nós apesar de termos um vasto e valioso património a única coisa para que serviu foi para se sujeitar a interesses particulares instalados no Restelo e pela primeira vez temos terrenos hipotecados.

O Vitória de Setúbal ficou a saber esta semana que já não tem terrenos alguns.

Na actualidade, todo e qualquer cidadão que oiço o que menos querem ouvir é que algum tostão caia em algum clube de futebol.

E mais ouvindo que ainda bem que o Estado está a intervir nos clubes de futebol, sugadores que são, segundo so cidadãos, de verbas indevidas, constituindo autênticos enrequecimentos sem causa e sem benefício algum para a o bem-estar comum.

O Belenenses, tal como o Vitória de Setúbal, atravessa uma grave crise de liderança, onde se vai ouvindo as saudades dum Fernando Pedrosa, tal como nós vamos clamando aqui e acolá, por um outro, e porque não o actual?, Mário Rosa Freire.

Porém, o V. de Setúbal tem um Conselho Vitorianos, onde os seus membros,com as suas contas bancárias pessoais lá vão dando satisfação ás necessidades mais urgentes do clube local. No nosso caso, veja-se, os membros do nosso conselho de anciãos tomara eles que o Belenenses não lhes vá pedir dinheiro, coisa que eles não têm. Diferenças da utilidade de um conselho para outro.

E na nossa crise de liderança onde pontificou a asneira suprema de se colocar o Belenenses nas mãos de uma ilegal Comissdão de Gestão, não eleita regulamentarmente pelos sócios, quase que tomando de assalto o poder da cadeira azul, porque tinha de ser, tal e qual o Fernando Sequeira tinha de ser, vai-se caindo ainda mais na dsecredibilização da Imagem do Clube pelo facto dos membros dessa CG serem meros curiosos da coisa desportiva.

Tudo isto com inevitáveis reflexos na SAD com os resultados que estão à vista. Tal e qual como em Setúbal...


In Setubalense:

Os terrenos do estádio do Bonfim foram penhorados a favor de António Lobo Marques Casaca a 15 de Janeiro, devido a uma acção executiva pelo não pagamento de uma dívida de 1992, no valor de 520 mil euros.
De acordo com vários documentos a que a Agência Lusa teve acesso, António Lobo Marques Casaca adquiriu os créditos de uma livrança de 100 mil contos (500 mil euros), avalizada por Josué Monteiro e Fernando Pedrosa, do antigo Banco Exterior de Espanha (que entretanto se fundiu com o Banco Bilbao e Vizcaya), a 11 de Dezembro de 2007.
Apesar das tentativas que terá desenvolvido desde então, o titular dos créditos em causa (500 mil euros e respectivos juros), António Casaca não conseguiu receber o montante de que era credor, pelo que decidiu avançar com a «penhora do direito de fundeiro» dos terrenos do actual estádio do Bonfim.
O requerimento de António Lobo Marques Casaca, que entrou no tribunal a 14 de Abril de 2008, ao tempo da Comissão de Gestão do Vitória de Setúbal liderada por Carlos Costa, e que foi executado a 15 de Janeiro de 2009, tornou-o no novo dono dos terrenos do actual estádio do Bonfim.
O direito de superfície dos terrenos do estádio do Bonfim já tinha sido cedido anteriormente a uma empresa do grupo Pluripar, participada da Sociedade Lusa de Negócios, por um período de 90 anos, mediante o pagamento de rendas, parte das quais liquidadas antecipadamente por aquele grupo económico.
A penhora dos terrenos do Bonfim ocorre num dos períodos mais difíceis da história do Vitória de Setúbal, que está a braços com uma grave crise directiva e financeira e, por enquanto, sem qualquer solução visível para o problema.
Isso mesmo reconheceu na segunda-feira o antigo dirigente sadino Fernando Pedrosa, após mais uma reunião inconclusiva do Conselho Vitoriano.
Apesar de tudo, Fernando Pedrosa reafirmou a convicção de que os vitorianos acabariam por encontrar uma solução para resolver os problemas directivos -- o presidente da comissão de Gestão, Luís Lourenço, e o homólogo da Assembleia Geral, Ilídio Ferreira, estão demissionários --, bem como os problemas financeiros do clube. Só não foi capaz de dizer como.
As esperanças sadinas estão agora depositadas na reunião de accionistas, marcada para as 10:30 da próxima quarta-feira, no estádio do Bonfim.

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Um aviso à navegação: o fim anunciado do Vitória de Setúbal



Notas Prévias:

O fim fo Vitória de Setúbal deve-se no esencial em ter-se depositado nas mesmas pessoas com interesses em imobiliárias e na construção civil, quase sempre e desembocarem na SLN/BPN sem cuidarem os respectivos sócios em analisarem quem acederam eleger.

Fica aqui a atenção do Belenenses que teve em Sequeira II um aprendiz dos mandantes da SLN. Ao menos isso, porque esta malta aqui em Setúbal partiu o Vitória.

De facto, todo e qualquer clube primodivisionário ou, até, da 2ª Liga são mercados apetecíveis para que alguns possam enriquecer sem causa.

Veja-se no nosso caso em que os sócios, na boa vontade de confiarem que nem tudo podiam ser tão mau quanto alguns eruditas pintavam do Cabral Ferreira, o seu sucessor, escolhido a dedo pela dupla Sequeira Nunes e Ramos Lopes, só podia ser boa escolha, daí, por exclusão de partes, tudo quanto ele dissesse ou fizesse teria de ser forçosamente melhor quanto o Cabral Ferreira deixou feito.

As coisa não funcionam assim, porque toda esta gente que cai de paraquedas nos clubes, o mais que querem é aproveitarem-se deles.

E no nosso caso, há um escusado empréstimo para pagar na loucura de se aprovar cegamente o que não foi sificientemente detalhado das suas razões ou fundamentos, quase parecendo uma birra do senhor: ou me aprovam o empréstimo ou eu vou-me embora. mais valia tê-lo deixado ir para os campos de golfe por ponde ele se passeia. Isto sem embargo do aviso feito pelo então Conselho Fiscla e Disciplar que se demitiu em sinal de protesto contra o empréstimo.

Falta saber para que bolsos cairam, pelo menos, 3 dos 5 mlhões de euros, porque 2 foram para a SAD e acreditem que já era tempo se pedir a factura detalhada da aplicação dos 5 mihões.

E quase ficámos à mercê da razão pela qual anteontem Miguel Sousa Tavares disse na TVI que o Belenenses, entre outros clubes, não é viável.

E da maneira como as coisas estão, cada vez é menos viável, não só desportivamentenete, mas também nas vertentes financeira, assistências aos jogos, adesão popular, associativismo e por aí fora, onde temos vindo a perder ano após ano.

Ah! Mas as amadoras vão ganhando alguns jogos, não é?

Ou seja, o Clube Eclético "Os Belenenses".

Em contrapartida, no Vitória de Setúbal, as modalidades constantes do site estão reduzidas ao zero quase absoluto e quem não se lembram dos bons andebolistas com origem emn Setúbal, um dos quais o Bacalhau chegou a vestir de azul não há mais de 2 a 3 anos? O futsal não está em competição e o resto é(era) tudo tipo dança, fitness ou essas modalidades orientais para asq uais não há dinheiro para os monitores...


O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) vendeu uma dívida de mais de 500 mil euros contraída pelo V. Setúbal (1992) para pagar uma indemnização ao ex-presidente Xavier de Lima, apenas 11 dias depois do clube deixar de cumprir os pagamentos. De acordo com documentos a que o Correio Sport teve acesso, o Vitória entrou "em incumprimento definitivo" a 30 de Novembro de 2007 – com Carlos Costa na presidência da Comissão de Gestão – tendo o BBVA cedido a dívida no dia 11 de Dezembro do mesmo ano a um ex-gerente do próprio banco.

António Lobo Marques Casaca tem agora os direitos de propriedade dos terrenos do Bonfim, porque a 14 de Abril de 2008 foi a tribunal exigir o pagamento da dívida. Como os 520 mil euros não foram pagos foi executada uma penhora já este ano, dia 15 de Janeiro.

Os direitos de superfície dos terrenos em causa foram cedidos, em 2004, por 90 anos, à Ventos de Negócios, empresa participada pela Pluripar de Emidio Catum, que por sua vez também foi participada pela SLN/BPN. Mas os terrenos do estádio (penhorados) aparecem nos activos de uma outra empresa participada pela SLN, a Gestoprata. O clube está a tentar resolver a situação, no sentido de avançar com o protocolo aprovado pela Câmara de Setúbal e a Pluripar, para em troca de um estádio novo no Vale da Rosa entregar, legalmente, os terrenos do Bonfim para a construção de um hotel de cinco estrelas, um centro comercial com cinemas e um bingo. O DCIAP está a investigar os negócios do clube com empresas e pessoas ligadas ao BPN.

AS EMPRESAS E AS PESSOAS ENVOLVIDAS

Sadisetúbal: A Sadisetúbal era do Vitória. Foi vendida à SLN, que adquiriu 60%, à Griset, com 35%, e mais tarde 5% a Carlos Costa (na foto). Na empresa estiveram Mariano Gonçalves, Jorge Bizarro, Virgílio Costa, Jorge Goes e Carlos Costa. Mariano Gonçalves foi vice de Goes quando este foi presidente do clube.


Griset: A Griset, empresa de gestão imobiliária que pertencia a Virgílio da Costa Silva e a Carlos Costa, que em 2007 tomou posse como presidente da Comissão de Gestão do Vitória, tendo demitido-se do lugar em 2008. Costa assumiu o papel de assessor do clube na apresentação do Protocolo (construção de um novo estádio) à Câmara de Setúbal. Costa esteve na Sadisetúbal e na Pluripar.

SLN: Ex-proprietária do BPN, a Sociedade Lusa de Negócios, SLN, detém empresas das mais variadas áreas. No mercado dos seguros, detém a Seguradora Real e duas corretoras. Já na área agro-alimentar destacam-se os vinhos espumantes Raposeira e Murganheira, ambos em boa situação financeira. O grupo tem também negócios na área do comércio automóvel e na hotelaria, no cimento, na construção e imobiliário.

Pluripar: A Pluripar é de Emidio Catum. Fernando Fantasia foi administrador em 2006. Mariano Gonçalves também fez parte da empresa, que serviu de avalista aos empréstimos pedidos pelo Vitória ao BPN. A Pluripar (também participada pela SLN), a Câmara Municipal de Setúbal e o Vitória têm um protocolo para assinar - construção do estádio novo no Vale da Rosa em troca dos terrenos do Bonfim.

Ventos de Negócios: A Ventos de Negócios (VN) é uma empresa de empreendimentos e investimentos imobiliários. Foi através desta empresa que a Pluripar adquiriu os direitos de superfície do lote 9 dos terrenos do Bonfim. Chegou a ser presidida por Tiago Theumudo Gallego e por Teodoro Alho, que estava ligado a Emidio Catum na Pluripar. Os actuais gerentes são Carlos Castanheira Costa e Bernardino da Costa Pereira.

Gestoprata: É uma sociedade gestora de participações financeiras, participada pela SLN/BPN. Tem nos seus activos 70 mil metros quadrados dos terrenos do Estádio do Vitória de Setúbal com o valor de 28,5 milhões de euros registados, que ninguém sabe como foram lá parar. António Capoulas Santos é o presidente, mas entre os administradores está também Mariano Gonçalves.

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I Liga: ninguém paga salários



Notas prévias:

Este artigo assinado pelo Rui Cartaxana e publicado no suplemento Sport do jornal Correio da Manhã, vem colocar a nú as debiliaddes aqui acentudas pelo signatário no início do presente campeonato, na possiblidade cada vez mais visível da falência do actual modelo de SAD's para gerir o futebol profissional e na inevitável quebra de patrocínios, como aliás, já o salentei vide editorial de Nicolau Santos, publicado no jornal Expesso, no seu suplemento de Exame de que aqui reproduzi.

E é um artigo que vem mesmo a calhar, já que é publicado poucas horas depois de João Barbosa ter dito em Assembleia Geral que só dia 23 se regularizavam os salários de Dezembro, os quais, aliás, assim sendo, terão apenas um atraso de 18 dias.

Observando o que se vai passando nos outros clubes, e já que aqui não estão contidos os dois clubes da 2ª Circular, direi noutra peça que li, que tais SAD's da dita circular têm uma dívida acumulada de 410 milhões de euros.

Para além do Belenenses, cujo atraso, felizmente, apesar de tanta asneira dos fugitivos, onde se contava com aparentes financeiros, um dos quais seria sempre de desconfiar, porque se o foi muito grato terá ficado a um ex-ministro do meu Amigo António Guterres. E, por norma, e bem sei do que falo, esta malta - os gestores públicos de cariz político, salvo raras excepções, eram ou são incompetentes. A acrescer a tal incompetência, haveria sempre de desconfiar de quem já lá esteve e fugiu após o roubo do bingo.

Mas dizia, para além do Belenenses, temos: Estrela da Amadora, Académica, Leixões, Sporting de Braga, Vitória de Setúbal, Rio Ave, Naval, Marítimo, Nacional e outros ( ele não terá querido citar os clubes da 2ª Cirtcular).

E reparem que os lampiões até têm lá bons economistas e financeiros, como sejam os casos do Jaime Antunes e do Bagão Félix, que também é accionista da nossa SAD. Algum deles diz mal do passivo do seu clube?

Então, digam-me, porque raio há-de ser alguém que já demonstrou não saber interpretar e usar correctamente os números vem em público ou para o público dizer mal, inflaccionando as contas, do seu clube?

Alguém de nós, belenenses, ouve algum adepto ou sócio dos outros clubes a empolarem números para a comunicação socail, por via indirecta, mas sabendo da sua presença?

O que leio são os clubes da Liga de Honra andarem de braço estendido para ver se alguém os ajuda.

Isto de se haver gente que não sabe interpretar os números gera-me preocupação, face ao facto de estarmos em plena crise sócio-económiico com origem nas finanças. É complicado? Ah, pois é. Mas ainda o é mais quando não se conhece mal o métier.

Se o déficit geral do Clube em 2007 é de cerca de 24 milhões de euros, sendo que evoluíu apenas 1 milhão de euros no período compreendido entre 2004 a 2007, como é possível ler-se no Record aqui nesta notícia que o passivo aumentou 6 milhões de euros nesses mesmos 3 anos?

Responda quem souber a este estranho fenómeno.

Os salários em atraso na Liga Portuguesa de Futebol, mais do que uma vergonha e um atentado à verdade desportiva, são, sobretudo, a marca da sua inviabilidade económica, ou seja, da sua incapacidade para gerar as receitas adequadas.

Os clubes estão todos na insolvência também por isso – antes de termos uma questão salarial temos uma questão estrutural. De tal modo que aquilo de que mais se fala, os salários em atraso, é hoje uma espécie de rabo de fora de um grande gato que ninguém quer ver ou, no mínimo, faz por esconder. Vale tudo, meias-verdades, truques, pretextos ou comissões 'para estudar o assunto', como aconteceu agora no Conselho Nacional do Desporto (CND).

Mas se eu disser que, além do já ‘clássico’ Estrela da Amadora, clubes como, e cito-os de memória, Académica, Leixões (sim, o Leixões, esse mesmo), Belenenses, Sporting de Braga, Vitória de Setúbal, Rio Ave, Naval, Marítimo, Nacional e outros (os da Madeira mau grado os 5/6 milhões €/ano que o dr. Jardim lhes oferece numa bandeja) têm sempre, de uma forma ou de outra, salários por pagar, estaremos a dar uma ideia das dimensões da ‘epidemia’. Os truques e habilidades variam.

Os de Braga dividem os salários contratados por rubricas como 'prémio de assinatura', que constituem metade da remuneração, depois, quando se atrasam, pagam 'o salário', retêm o 'prémio'. É só metade. Os da Madeira fazem uma ginástica idêntica, chamando- -lhes 'direitos de imagem' ou coisa parecida, que só são pagos quando são e que constituem, concreta e realmente, atrasos salariais. Esta situação tende, obviamente, a agravar-se com a crise mundial, que devasta empresas, bancos, indústrias até agora prósperas, levando tudo na frente.

A indústria do futebol e, em particular, este futebolzinho indígena não escaparão. As receitas continuam a baixar (bilheteira, publicidade, patrocinadores), o dinheiro fácil acabou e o investimento conhece a mais brutal retracção dos bancos. Se é certo que sem receitas a sério dos direitos TV (há 20 anos com a Olivedesportos), há estudos que defendem que uma Liga como esta só gera receitas adequadas com um máximo de 10 clubes num campeonato a quatro voltas.

A decisão do CND de constituir uma comissão 'para estudar o assunto' dos salários tem 10 anos de atraso. Winston Churchill disse um dia no parlamento 'se me pedirem a Lua, não me incomodo, nomeio logo uma comissão ‘para estudar o assunto’!'. O tempo está a esgotar-se –e a Tutela não pode estar sempre a pôr-se de fora em nome da independência do movimento associativo. Esta história ainda acaba mal. Oh, se acaba!

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Passivos: Gigantes europeus não escapam à crise



Os grandes emblemas europeus acusam passivos que, no futebol inglês, atingem números astronómicos, em alguns casos superiores a 700 milhões de euros. Em Espanha, o Valência está à frente no "campeonato" que ninguém quer vencer.

A maioria dos grandes clubes europeus não escapa à crise e tem passivos que, em certos casos, colocam em risco o seu próprio futuro. O espectro de falência de alguns bancos, habituados a patrocinarem e a financiarem clubes, apanhou desprevenidos alguns gigantes. No entanto, dado que os valores em torno da modalidade são bem mais altos, é impossível comparar os passivos de colossos internacionais com o que se passa no futebol português. Certo, certo, é que a crise é geral e deverá demorar a passar.

O clube catalão arrancou para a nova época com o maior orçamento de sempre (380 milhões de euros). Mas o seu passivo, de 40 milhões de euros, é muito inferior, em comparação com outros emblemas espanhóis.

O campeão espanhol tem um dos mais altos passivos da sua Liga (240 milhões de euros). Mesmo assim, apostou forte esta época, com um orçamento de 400 milhões de euros, o mais alto do campeonato.

A situação financeira do clube espanhol, que já não era famosa, agravou-se com o investimento no novo estádio. O passivo ascende a 294 milhões de euros e é uma enorme dor de cabeça para os seus dirigentes.

O mais titulado clube italiano tem um passivo de 18,5 milhões de euros, mas recentemente agravou a sua situação financeira, com a queda das suas acções na bolsa de Itália em cerca de 50%.

O clube treinado por José Mourinho não escapa a um alto passivo, que já ascende a 400 milhões de euros. Apesar de ter ganho mais um título italiano este ano, o certo é que 2008 correu mal aos nerazzurri, com perdas de 148 milhões de euros.

Os "gunners", sobretudo por terem construído recentemente o seu novo estádio, ainda não recuperaram do grande investimento realizado. Mesmo assim, o seu passivo (340 milhões de euros) até acaba por não ser dos mais altos da Premier League.

O investimento feito pelo magnata russo Roman Abramovich fez trepar o passivo do clube para 785 milhões de euros, maioritariamente (706 milhões) à conta do seu investidor. O prejuízo anual dos blues ronda os 90 milhões de euros.

O campeão inglês e europeu tem um passivo de 786 milhões de euros e vive numa encruzilhada financeira. A família Glazer, proprietária dos diabos vermelhos, recebe de renda 100 milhões de euros por ano, como forma de compensação pelos mais de 800 milhões de euros aplicados em 2005. Negócios...

Apesar de ter sido comprado pelos magnatas Tom Hicks e George Gillet, o clube inglês acumula um passivo de 497 milhões de euros. A maioria dos empréstimos, conseguidos através dos bancos Royal Bank of Scotland e o Wachovia, foram afectados pela crise financeira mundial. No entanto, a venda de jogadores, na reabertura de mercado, pode aliviar a situação.

O heptacampeão francês agravou nos últimos meses uma situação financeira que até nem era das piores. O seu passivo ultrapassa os 25 milhões de euros, muito à custa de, desde o início do ano, as acções já terem perdido 44% do seu valor.

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Passivo do futebol atinge 619 milhões de euros



Notas Prévias:

Este tipo de notícias é justamente aquela que mais tem fundamentado a minha repulsa pelo facto de o Clube de Futebol "Os Belenenses" passara ser internamente um Clube bastante pequeno que ainda não percebeu que é justamente na grandeza do seu passivo que se encontra muita da viabilidade económico-financeira, tal e qual os outros, internamente e externamente o fazem.

Isto se soubermos adeuar os nossos activos como compensação do nosso passivo.

Significaria isto que seria necessário termos uma boa equipa de futebol, cujos activos fossem devidamente valorizados, por forma a conter uma qualquer derrapagem.

Pagar? Sim, mas devagar.

E de preferência recorrendo a lançamento de empréstimos obrigacionistas, mas nunca de empréstimos que ponham, em causa os bens patrimoniais dos respectivos clubes.

O caso do nosso passivo, apesar de ser teoricamente grnde, é, no entanto um passivo sustentável e sustentado e quem mais dele reclama não são os nossos credores, mas sim os associados.

Enfim, a política sadomasoquista de muitos deles e outros, ainda, que julgando perceber de números, fazem tremendas trapalhads com os ditos.

Saliento para o facto desta notícia do JN não falar nem ao de leve o Belenenses, justamente o oposto daquilo que alguns associados fazem.

F. C. Porto, Benfica e Sporting acumulam dois terços do passivo do futebol profissional português. Mesmo com modelos de gestão diferentes, é seguro que as dívidas atormentam quase todos os participantes das duas Ligas.

O passivo do futebol profissional português atinge os 619 milhões de euros, contabilizou o JN, após reunir os dados mais recentes dos participantes na Liga e Liga de Honra. As contas, incómodas para alguns dirigentes, permitem traçar cenários distintos, mas o pessimismo domina.

Dez das 32 equipas actuam através de sociedades anónimas desportivas (SAD) e, nesses casos, o passivo indicado exclui as verbas do clube. O Sporting, com um passivo da SAD de 146 milhões de euros, está à frente do indesejável "campeonato". Os três grandes acumulam dois terços dos passivos. Mas só os leões apresentam um saldo negativo (2,5 milhões de euros), uma vez feita as diferenças entre os activos e os passivos.

O F. C. Porto tem um passivo menor do que o Sporting (141,1 milhões), mas o activo atinge os 158,8 milhões. Também a SAD do Benfica, que finalizou o último exercício com 125 milhões de passivo, consegue superar o resultado, pois os seus activos totalizam os 148 milhões de euros.

"Os três grandes vivem realidades diferentes da dos seus concorrentes na Liga. Mas a indústria de futebol é uma actividade económica como as restantes e, em termos gerais, não está imune à crise", salienta, ao JN, Ricardo Gonçalves, analista da Deloitte especializado na área do desporto.

No entanto, nos últimos dois anos, as três SAD's apresentaram resultados financeiros positivos. A melhoria de gestão, com o evoluir do tempo, e as receitas da Liga dos Campeões têm ajudado a diminuir os passivos.

Porém, a curto, médio prazo, haverá clubes e sociedades que cessarão a actividade, não só em Portugal, como em todo o mundo, alerta Ricardo Gonçalves. O futebol, como indústria, está muito endividado e não escapa à crise, mas, no caso do Boavista, os problemas já vêm de longe. Com um passivo calculado em 80 milhões de euros, o maior problema dos axadrezados é possuirem activos quase sem expressão, tendo assim uma situação financeira pior do que a dos três grandes.

"Um clube pode ter um passivo de dois milhões e estar pior do que um com 50 milhões. A disponibilização dos activos pode ajudar rapidamente a alterar o que parece difícil de resolver", exemplifica Ricardo Gonçalves.

O Paços de Ferreira é o único clube sem passivo, embora o Nacional, neste levantamento, também esteja incluído no lote. Isto porque o clube presidido por Rui Alves se recusou a divulgar os seus números, apesar de no último exercício ter tido um lucro de 1,5 milhões de euros, graças à venda de alguns jogadores, como o guardião suíço Benaglio.

Se pudesse falar - está impedido pela Liga de o fazer - o líder pacense, Fernando Sequeira, diria que preside a um clube cumpridor, que controla as despesas e já tem conseguido finalizar as épocas com as contas saldadas.

Já no Estrela da Amadora, com um passivo de sete milhões, não faltam problemas - salários em atraso, pré-avisos de greve a jogos e treinador a bater com porta. "Oitenta por cento do passivo vem de gestões anteriores", realça António Oliveira. Para o líder dos tricolores, se o Estrela arranjasse maneira de pagar as contas de forma faseada, a situação podia melhorar. "Têm de escolher se querem uma Liga para meia dúzia ou se dão a mão aos mais aflitos", conclui António Oliveira.

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Como se faz esparecer um clube na cidade do Porto - Parte I, o Caso Salgueiros



No final de 2002 o Salgueiros ficou sem estádio e sem dinheiro, depois de ter vendido os terrenos de Vidal Pinheiro à empresa Metro do Porto por oito milhões e 750 mil euros. Um negócio iniciado ainda quando Nuno Cardoso era presidente da Câmara do Porto e fazia parte da administração da Metro SA. Mais: o autarca surge como sócio de uma imobiliária que em 2006 comprou em hasta pública, por três milhões de euros, outro terreno doado pela autarquia ao clube de Paranhos e que deveria ter servido para construir o estádio.


Foi um negócio com contornos estranhos denunciado pelo ex-vereador da Câmara, Paulo Morais, ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) e o caso ainda lá continua. Paulo Morais entregou toda a documentação que demonstrava a inflação dos terrenos em dez vezes mais, com base em valores indicativos.

O interesse da Metro manifestou--se dois anos antes, quando os administradores da empresa – um deles Nuno Cardoso – se mostraram interessados em fazer uma estação no local. Para o Salgueiros era um bom negócio. Com o dinheiro o clube poderia construir o novo estádio em Arca d’ Água, nos terrenos cedidos pela Câmara do Porto em 1997 durante a presidência de Fernando Gomes. Na altura Cardoso era vice-presidente e responsável do Urbanismo.

Contas feitas, entre 1997 e 2006 o Sport Comércio e Salgueiros recebeu pouco mais de três milhões dos quase nove milhões. Os outros quatro milhões foram para o empresário Almerindo Rodrigues, que tinha comprado os mesmos terrenos aos anteriores proprietários por um milhão e duzentos mil euros. Este tinha feito uma doação ao clube mas ficou credor do mesmo valor: 400 mil para um banco credor do clube e 800 mil para saldar dívidas à Segurança Social.

CARDOSO ENTROU NO NEGÓCIO

Nuno Cardoso, ex-presidente da Câmara do Porto, e Carlos Abreu, presidente da comissão administrativa do Salgueiros, tornaram-se sócios na sociedade imobiliária Predial III, que se envolveu na comercialização do terreno que foi cedido pela Câmara ao clube de Paranhos. Foi comprado em hasta pública pelos sócios de Nuno Cardoso por três milhões de euros, depois de o primeiro licitador, que oferecia 15 milhões, ter desaparecido. A venda dos terrenos de Arca d’Água foi registada a 10 de Janeiro de 2006 na 8.ª Vara Cível do Porto.

Quem licitou os terrenos de Arca d’Água foi a empresa do presidente da comissão administrativa do Salgueiros, mas um mês antes do negócio se concretizar Carlos Abreu passou as quotas a outro empresário, poucos dias antes de constituir uma nova sociedade imobiliária com Cardoso.

Refira-se ainda que a venda em hasta pública foi contestada pela Liga de Clubes, que alegava deter uma hipoteca sobre os terrenos no valor de 650 mil euros. Alegou não ter sido devidamente avisada da venda judicial mas a irregularidade não foi suficiente para invalidar o negócio.

NOTAS

JOSÉ ANTÓNIO LINHARES

José António Linhares era o presidente do Salgueiros à data destes últimos negócios. Geriu o clube durante 17 anos e chegou a barricar-se por não querer abandonar a direcção.

A FALÊNCIA DO CLUBE

Linhares deixou o Salgueiros na falência. Foi condenado na Justiça por vários casos de fuga aos impostos.

TERRENOS APETECÍVEIS

Depois de deixar a Câmara do Porto, Nuno Cardoso aparece como sócio de uma imobiliária que comercializou vários terrenos na cidade do Porto, entre eles os de Arca d’Água, que eram do Salgueiros

O VELHO 'SALGUEIRAL'

O Salgueiros foi um dos mais prestigiados símbolos desportivos da cidade do Porto. Disputou campeonatos nacionais com os grandes clubes e em finais dos anos oitenta entrou nas competições europeias

MÃO À PALMATÓRIA

Uma anomalia informática truncou uma passagem da crónica de ontem de Paulo Morais evitando que se lesse a frase: "Afinal, não são os construtores os maiores financiadores dos partidos?"

CARIMBO DOURADO (Por Paulo Morais, Professor universitário e ex-vereador da Câmara Municipal do Porto)

Na sua relação com a Administração Pública, o comum dos cidadãos nunca consegue apresentar as suas pretensões no local certo, ou seja, naquele em que elas são resolvidas. Os circuitos formais, entre o guichet do pedido e o local efectivo da sua resolução, revelam-se muito solenes, formalmente interessantes, mas ineficazes e inúteis. Todo e qualquer assunto é submetido à consideração superior, num arrastar interminável, já que uma múltipla tramitação origina um dilatar de prazos sucessivos. Como na Administração Pública, cada diligência dá, por norma, origem a um novo prazo, nunca nada se resolve pelas vias ditas normais.

Desta forma, neste sistema labiríntico só se movimenta quem estiver auxiliado pelos tentáculos da corrupção. A burocracia dominante – que não surge por acaso – é destemodoofermento da corrupção,quese alimenta da criação de dificuldades intransponíveis para, de seguida, vender (e caro!) as facilidades, autorizações, e carimbos que permitem todas as ultrapassagens.

Há também aqueles que têm acesso aos corredores do poder, onde tudo se trata e trafica. Importa não a relevância do assunto, mas a importância de quem o coloca. É outra forma de corrupção. Assim, questões particulares de urbanismo são resolvidas directamente com o vereador se o requerente for alguém influente. Ao mesmo tempo, o pobre do cidadão não consegue sequer licenciar uma pequena marquise e o pequeno café desespera pela licença para ampliar a cozinha.

A solução é simples. Com uma Administração minimamente organizada, através de uma clara delegação de competências. Com as questões colocadas onde se resolve e com os procedimentos de cada caso sujeitos a um prazo máximo. Com políticos que saibam definir as regras de forma sistemática e tenham coragem de abdicar das intervenções casuísticas que os tornam permeáveis a pressões e cunhas. É fácil. É barato. Só que… não lhes dá milhões.

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